O transporte rodoviário de cargas tem registrado avanços consistentes na participação feminina, movimento que ganhou evidência durante o 5º Encontro Vez & Voz – Escolha Continuar, promovido pelo SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Fardo de São Paulo e Região), realizado no dia 26 de março último, em São Paulo (SP). O evento reuniu lideranças, empresas e profissionais do setor para discutir justiça de gênero, liderança e multiplicidade no TRC.
Na orifício, a presidente executiva do SETCESP, Ana Jarrouge, destacou o incremento da iniciativa e o engajamento das empresas. “É uma alegria ver o auditório referto, refletindo a força desse movimento, que cresce a cada ano. Temos certeza de que estamos no caminho visível”, afirmou. Aliás, ressaltou a premência de atuação das organizações no enfrentamento da violência contra a mulher. “Muitos agressores e vítimas estão dentro das organizações. Precisamos ter um olhar vigilante, identificar sinais e oferecer base a quem precisa.”
Em seguida, a coordenadora do movimento, Camila Florêncio, relembrou a evolução do projeto desde sua geração, com iniciativas porquê o Guia de Boas Práticas, o Índice de Isenção e a realização de workshops e conteúdos voltados a temas porquê assédio e inclusão. Segundo ela, os dados mais recentes apontam uma mudança relevante no setor. Levantamento do Instituto Paulista de Transporte de Cargas (IPTC), com base no Caged, indica que, em 2025, houve saldo positivo na contratação de mulheres, totalizando 24.639 profissionais, superando, pela primeira vez, os homens, com 22.088. “Isso mostra que estamos avançando. Ainda há muito a ser feito, mas é importante reconhecer cada conquista”, pontuou.
Isenção e envolvente corporativo no transporte rodoviário
A discussão sobre justiça de gênero no transporte rodoviário também abordou temas críticos, porquê violência e assédio no envolvente de trabalho. No tela “Não podemos nos embatucar”, mediado por Sérgio Póvoa, da Jamef Transportes, especialistas destacaram a relevância de romper o silêncio.
A delegada Raquel Galinatti, da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, alertou para a escalada da violência quando não há mediação precoce. “Quando não se combate a prenúncio e a violência psicológica, abre-se caminho para desfechos irreversíveis”, disse. Já a psicóloga Valéria Gonçalves ressaltou os impactos na saúde mental, porquê sofreguidão e depressão. “Ambientes inseguros e permissivos favorecem o adoecimento. As empresas precisam assumir seu papel e gerar estruturas efetivas de guarida.”
Thaís Santesi, fundadora do Projeto Bastê, destacou a relevância do suporte às vítimas. “Quando a vítima é invalidada, o ciclo da violência se fortalece. É fundamental oferecer suporte, escuta e paciência para que ela consiga trespassar dessa situação.”
Outro ponto abordado foi o uso crescente de tecnologia no setor. Gislaine Zorzin, da Zorzin Transportes, destacou aplicações de Lucidez Sintético na informação e produtividade. “Esses recursos ampliam as possibilidades de informação e posicionamento, mas também exigem reflexão sobre moral, transparência e reputação”, afirmou.
No tela “Vozes que inspiram”, lideranças femininas compartilharam experiências sobre desafios e incremento profissional. Marina Lima, do Grupo Terreno Novidade Logística, destacou a relevância de enfrentar desafios. “Somos desafiadas diariamente — e isso é o que me motiva a seguir em frente, mesmo diante das frustrações.”
Rafaela Cozar, da Roda Brasil Logística e presidente do SINDICAM, abordou a premência de adaptação no setor. “Precisei reaprender, entender a operação e a verdade do setor. Só assim consegui seguir adiante”, disse. Ela também apontou desigualdades no reconhecimento profissional. “Enquanto os homens precisam provar resultado uma vez, nós precisamos provar três ou quatro vezes.”
Roberta Caldas, presidente da Transpocred, reforçou o papel da rede de base. “Ninguém evolui na zona de conforto. Sempre escolhi encarar os desafios porquê oportunidades. E ninguém chega sozinha.”
