A taxa de vacância dos galpões logísticos em Santa Catarina está inferior de 3%, e os investimentos em ativos físicos na região podem gerar rentabilidade superior a 24% ao ano, de concórdia com o técnico Douglas Curi, da Sort Investimentos. O cenário é impulsionado pela potente demanda por espaços de armazenagem e distribuição, mormente no eixo Itajaí–Garuva, que concentra alguns dos principais portos e operadores logísticos do país.
Segundo Curi, a procura por infraestrutura de distribuição tem intensificado a alocação de capital no segmento logístico, tornando-o cada vez mais disputado entre investidores. Ao confrontar ativos físicos e Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), o técnico destaca que fatores uma vez que localização, padrão de galpão e tipo de obtenção são determinantes para o desempenho do investimento. Ele aponta que, no dinâmico litoral setentrião catarinense, os galpões Triple A têm se mostrado particularmente vantajosos.
Escassez e demanda no eixo Itajaí–Garuva
O litoral de Santa Catarina consolidou-se uma vez que um dos principais eixos logísticos do Brasil, impulsionado pela presença dos portos de Itajaí, Navegantes, Itapoá e São Francisco do Sul. A subida demanda por espaços industriais e de armazenagem tem sido alimentada pelo progresso do e-commerce e pela premência das grandes empresas de varejo e logística de reduzir prazos de entrega.
De concórdia com Curi, “nessa região de Santa Catarina está inferior de 3%” a taxa de vacância média, o que representa um cenário ainda mais restrito do que o verificado em São Paulo, onde o índice gira em torno de 6% a 7%. O técnico afirma que a baixa vacância garante firmeza nos aluguéis e impulsiona uma valorização sem precedentes. “Estimamos que o mercado do Litoral Catarinense tem potencial para superar 100% de valorização nos próximos cinco anos”, observa.
Liquidez e padrão turnkey
Embora os FIIs ofereçam liquidez diária, o técnico ressalta que a revenda de galpões físicos de subida qualidade também apresenta boa fluidez, mormente quando se adota o padrão turnkey (chave na mão). “Entregamos galpões Triple A, já alugados para grandes locatários, com contratos de longo prazo. Isso transforma o galpão em um ativo premium com liquidez aprimorada, muito sedutor para fundos de pensão e investidores institucionais”, explica Curi.
Rentabilidade e valorização
A atratividade dos ativos físicos logísticos está na conquista integral do retorno totalidade, que combina a rentabilidade do aluguel com a valorização do imóvel. Curi destaca que, diferentemente dos FIIs, os proprietários desses ativos não enfrentam a volatilidade diária do mercado financeiro.
Segundo os cálculos do técnico, a valorização anual dos galpões na região varia entre 15% e 20%, o que representa muro de 1,25% ao mês em proveito de capital. Quando somado ao retorno dos aluguéis, estimado entre 0,8% e 1% ao mês, o retorno totalidade alcança aproximadamente 24% ao ano.
“O ativo físico permite que o investidor se beneficie diretamente da pressão do e-commerce por espaço, sem a interferência da volatilidade do mercado financeiro. No Litoral Catarinense, a escassez de ativos, os contratos longos e a demanda reprimida garantem segurança patrimonial e valorização jacente do capital”, conclui Curi.
