A movimentação ferroviária de produtos agroindustriais da Rumo registrou propagação em 2025. A companhia transportou 84,2 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil), volume 5,4% superior ao registrado no ano anterior. Os dados fazem segmento do Relatório Anual de Sustentabilidade 2025 da empresa, divulgado junto às demonstrações financeiras do período.
O documento reúne os principais resultados operacionais, ambientais e sociais da empresa ao longo do ano. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado por investimentos realizados nos últimos anos para ampliar a capacidade do sistema logístico e aumentar a eficiência das operações ferroviárias.
Entre os avanços operacionais está a adoção de composições mais produtivas. Os novos trens passaram a operar com até 135 vagões, diante de 120 anteriormente, além de relatar com maior capacidade de trouxa por vagão. As mudanças contribuíram para ganhos tanto na eficiência energética quanto na capacidade de transporte.
“A Rumo segue em uma trajetória consistente de investimentos para ampliar a capacidade do nosso sistema logístico, fortalecendo o papel estratégico da ferrovia para transportar grandes volumes por longas distâncias, com segurança, competitividade e eficiência”, afirma Felipe Saraiva, gerente executivo de Relações com Investidores e Sustentabilidade da companhia.
Modal ferroviário e descarbonização logística
A matriz de transporte brasileira ainda é fortemente concentrada no modal rodoviário. Nesse contexto, o aumento da participação ferroviária é considerado um fator importante para reduzir emissões e ampliar a eficiência logística no país.
De conformidade com o relatório, as operações da Rumo evitaram murado de 7 milhões de toneladas de CO₂ em 2025, considerando que o mesmo volume de trouxa fosse transportado por caminhões. A empresa também registrou redução de 3% nas emissões específicas, indicador que mede a quantidade de emissões por TKU transportado.
Outro fator que marcou o ano foi a mudança na dinâmica de escoamento das commodities agrícolas. Em 2025, a comercialização ocorreu de forma mais lenta que o padrão histórico, exigindo maior flexibilidade operacional para transportar simultaneamente diferentes produtos ao longo do ano.
“Em 2025, a companhia demonstrou flexibilidade operacional para se harmonizar à novidade dinâmica de escoamento do agronegócio. A comercialização das commodities ocorreu de maneira mais lenta que o usual, exigindo o transporte simultâneo de soja, milho e farelo de soja em diversos momentos do ano”, explica Saraiva.
Investimentos em infraestrutura ferroviária
Entre os projetos estratégicos em curso está a Ferrovia de Mato Grosso, considerada o maior empreendimento ferroviário greenfield atualmente em realização no país. Ao final de 2025, murado de 80% do primeiro trecho da obra já estava concluído.
A previsão é que, em 2026, seja inaugurado o primeiro terminal rodoferroviário da ferrovia, localizado às margens da BR-070. O terminal deverá conectar produtores da região ao sistema ferroviário com fado ao Porto de Santos, ampliando a capacidade de escoamento do agronegócio.
Na Malha Paulista, a empresa também deu ininterrupção às obras previstas no conformidade de renovação antecipada da licença ferroviária firmado em 2020. Os projetos incluem melhorias que ampliam a capacidade da operação e também intervenções urbanas para aumentar a segurança em cruzamentos ferroviários.
Segurança e multiplicidade
O relatório também destaca avanços na agenda de segurança e gestão de pessoas. Em 2025, a empresa registrou redução no indicador LTIF (Lost Time Injury Frequency), que mede a frequência de acidentes com encolhimento. O índice caiu para 0,37, com redução de 25% nas ocorrências totais em relação ao ano anterior.
Na extensão de multiplicidade, a empresa ampliou a participação feminina em sua força de trabalho. Em 2025, as mulheres passaram a simbolizar 18% do quadro de colaboradores, propagação de 9% em relação ao período anterior. Nas posições de liderança, a presença feminina chegou a 32% dos cargos de gestão.
