Terminal de Vila do Conde, PA, reduz em 80% espera de navios após investimentos da Ultracargo

Terminal de Vila do Conde, PA, reduz em 80% espera de navios após investimentos da Ultracargo

A Ultracargo reduziu em mais de 80% os custos relacionados à espera de navios em seu terminal de Vila do Conde, em Barcarena (PA), depois três anos de investimentos em melhorias operacionais e de infraestrutura. As iniciativas permitiram que a unidade passasse a operar navios 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, além de aumentar em 80% a vazão de descarga e ampliar a capacidade de atendimento a balsas e de movimentação de combustíveis e biocombustíveis.

A redução está relacionada aos custos de demurrage, cobrança gerada quando um navio permanece no porto além do período estabelecido em contrato. Em alguns casos, as diárias de espera podem chegar a US$ 80 milénio. Dessa forma, o dispêndio suplementar impacta a operação logística e pode ser incorporado ao preço final dos produtos movimentados.

Entre os principais avanços realizados no terminal de Vila do Conde está a eliminação das restrições que impediam atracações e desatracações durante o período noturno. Com isso, a operação de navios passou a ocorrer de forma ininterrupta. Ou por outra, a movimentação de balsas, responsáveis pelo aprovisionamento de destinos uma vez que Belém, Macapá, Manaus, Santarém e Miritituba, também foi ampliada, passando de uma para até duas embarcações operadas por dia.

Ultracargo amplia vazão e flexibilidade na movimentação de combustíveis

Em julho de 2026, depois as melhorias de processo, a vazão de descarga de navios no terminal chegou a até 1.800 m³ por hora. O volume representa aumento de 80% em relação ao anteriormente operado e coloca Vila do Conde entre os terminais com maiores vazões de descarga de combustíveis do país.

Em uma operação recente, o terminal atracou, descarregou e liberou um navio com 17 milhões de litros de resultado em exclusivamente 24 horas. Anteriormente, uma operação com esse mesmo volume demandava aproximadamente 48 horas. Assim, a redução do tempo de permanência dos navios está diretamente relacionada às mudanças realizadas nos processos e na infraestrutura da unidade.

Outro investimento realizado pela Ultracargo foi a flexibilização do sistema de fardo e descarga dos píeres 501 e 502. A mediação adaptou tubulações que anteriormente eram dedicadas a produtos específicos, permitindo a movimentação de biodiesel (B100), etanol hidratado, óleo diesel marítimo (ODM) e outros combustíveis com maior flexibilidade.

Com a novidade forma, o terminal pode receber e expedir diferentes biocombustíveis praticamente ao mesmo tempo. A operação utiliza duas linhas de dez polegadas e procedimentos destinados a evitar a contaminação cruzada entre os produtos.

A estrutura também permite receber, por meio de Miritituba, biocombustíveis produzidos em Mato Grosso, aproximando um dos principais polos produtores do país dos mercados consumidores da região Setentrião. No caso do óleo diesel marítimo, resultado forçoso para embarcações que circulam pela Amazônia, o terminal já realiza o recebimento por navios e a expedição para diferentes destinos do interno da região.

“Todas essas mudanças representaram um grande progressão na operação, o que exigiu melhoria nos processos e intervenções de engenharia, conduzidas com superioridade enquanto o terminal permanecia em pleno funcionamento, sem qualquer impacto nas entregas aos clientes”, afirma Douglas Marques, diretor de Operações da Ultracargo.

No Meio de Transferência (Cetran) e na superfície do píer, foram instaladas quatro câmaras de pig, dispositivos que percorrem o interno dos tubos para remover resíduos e realizar a limpeza das linhas. O projeto também incluiu um sistema de nitrogênio para pressurização e uma novidade tubulação de chuva dedicada exclusivamente à lavagem interna.

Todo o efluente gerado durante o processo é coletado e tratado pela estrutura de drenagem existente, em conformidade com as normas ambientais. Dessa maneira, as intervenções realizadas no terminal envolveram tanto a capacidade operacional quanto os sistemas utilizados na manutenção e limpeza das linhas.

Os ganhos integram um trabalho grande para tornar o terminal de Vila do Conde um dos principais hubs de distribuição de combustíveis da região Setentrião. O multíplice, voltado exclusivamente à movimentação de combustíveis e biocombustíveis, possui 120 milénio m³ de capacidade de armazenagem, distribuídos em 19 tanques.

“O progressão consolida a Ultracargo uma vez que um gavinha de subida performance no Círculo Setentrião. Essas iniciativas reforçam o compromisso que temos em oferecer aos clientes mais eficiência, flexibilidade operacional e competitividade, além de estribar o propagação do mercado de biocombustíveis e derivados. Estamos preparando o terminal para um novo patamar de integração logística, com redução dos tempos de espera e maior capacidade de movimentação de cargas”, finaliza Raphael Promanação, diretor-executivo Mercantil da Ultracargo.

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