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Galpões logísticos avançam com alta demanda do e-commerce, aponta Cushman & Wakefield

O mercado de galpões logísticos de basta padrão segue em expansão no Brasil e mantém ritmo poderoso de ocupação em 2026, impulsionado principalmente pelo desenvolvimento do e-commerce, pela digitalização do varejo e pela premência de operações mais ágeis nas grandes cidades. Dados do relatório MarketBeat Industrial, divulgado pela Cushman & Wakefield, mostram que o setor registrou aspiração líquida de 360.027 m² no primeiro trimestre deste ano.

Aliás, o levantamento aponta que o volume de novas locações chegou a 565.006 m² entre janeiro e março, reforçando a demanda por empreendimentos modernos e estrategicamente localizados. Mesmo em um cenário econômico ainda marcado por juros elevados e maior cautela nos investimentos, o segmento mantém trajetória de desenvolvimento.

Segundo Dennys Andrade, Head de Perceptibilidade de Mercado da Cushman & Wakefield, o setor continua aquecido, embora com empresas mais seletivas na tomada de decisão. “O mercado segue resiliente, com ocupantes cada vez mais criteriosos, mas ainda bastante ativos na procura por qualidade, mormente em regiões estratégicas”, afirma.

Galpões logísticos concentram demanda em São Paulo

A região Sudeste liderou novamente o desempenho vernáculo, concentrando praticamente toda a aspiração registrada no trimestre. O principal destaque ficou com São Paulo, que respondeu sozinho por 270.784 m² de aspiração líquida.

Aliás, o estado somou 389.893 m² em novas locações, consolidando-se porquê o principal hub logístico do país. Regiões porquê Guarulhos, Cajamar e Sorocaba seguem entre os principais polos de expansão, mormente pela proximidade com centros consumidores e grandes corredores rodoviários.

Outro indicador relevante é o volume de pré-locações, que ultrapassa 600 milénio m² unicamente em São Paulo. O oferecido sinaliza perenidade da demanda ao longo do ano e reforça o interesse de empresas por ativos logísticos próximos aos centros urbanos.

O estudo também mostra redução da taxa de vacância vernáculo, que caiu para 5,62% no primeiro trimestre. Em São Paulo, o índice foi ainda menor, atingindo 5,24%, movimento que demonstra elevada ocupação dos empreendimentos disponíveis.

Com menor oferta imediata em regiões estratégicas, os preços seguem sustentados. O valor médio pedido no Brasil chegou a R$ 28,94/m², enquanto São Paulo liderou entre os estados, com média de R$ 32,59/m². Em regiões premium, porquê Guarulhos e Grande ABC, os valores já ultrapassam R$ 40/m².

O progressão do varejo do dedo e das operações de última milha continua sendo um dos principais motores da expansão dos galpões logísticos. De concordância com o levantamento, os segmentos de transacção, atacado e varejo responderam por 189.949 m² ocupados no trimestre. Já os operadores logísticos somaram 98.237 m².

Esse movimento acompanha a premência de entregas cada vez mais rápidas e operações mais eficientes, mormente nas grandes regiões metropolitanas. Com isso, empresas de distribuição e marketplaces seguem ampliando presença em áreas próximas aos consumidores finais.

Pelo lado da oferta, o mercado recebeu 202.339 m² de novos empreendimentos nos primeiros três meses de 2026. Mais de 90% desse volume foi entregue na região Sudeste. São Paulo liderou novamente as entregas, seguido por Minas Gerais, com destaque para Enumeração, Betim e o Sul de Minas.

Mesmo com a ingressão de novos projetos, o mercado continua absorvendo boa secção do estoque disponível, mantendo a vacância em níveis historicamente baixos e reforçando a relevância estratégica dos galpões logísticos na cárcere de provimento brasileira.

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