Os operadores logísticos no Brasil ampliaram significativamente a geração de empregos em 2025. Segundo levantamento da ABOL (Associação Brasileira dos Operadores Logísticos), as empresas do setor contrataram mais de 26 milénio profissionais ao longo do ano, impulsionadas principalmente pela expansão do e-commerce e pela crescente demanda por eficiência operacional.
De combinação com a pesquisa, 61,1% dos entrevistados apontaram que o volume de contratações foi superior ao registrado no período anterior. A maior secção das admissões ocorreu na extensão operacional, considerada o “coração” do setor por 77,8% das empresas. Nesse contexto, as áreas de armazenagem e logística interna lideraram a geração de vagas.

Empregos na logística crescem com progressão do e-commerce
O aumento das contratações está diretamente relacionado ao prolongamento das vendas online, segmento atendido por 44% dos operadores logísticos, conforme o estudo “Perfil dos Operadores Logísticos”, realizado em parceria com o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).
Apesar do progressão tecnológico, a automação ainda não alterou de forma significativa a urgência de mão de obra. Para 66,7% dos respondentes, a adoção de tecnologias não reduziu a demanda por novos colaboradores. Ainda assim, há uma tendência, em menor graduação, de procura por profissionais mais qualificados e com conhecimento técnico para operar sistemas automatizados.
Por outro lado, a subida rotatividade segue uma vez que um dos principais desafios do setor. Diante disso, as empresas têm reforçado estratégias de atração e retenção de talentos, incluindo revisão de salários e benefícios, programas de indicação, capacitação, parcerias com instituições de ensino e fortalecimento de planos de curso. Aliás, iniciativas de estágio e formação interna ganham espaço, assim uma vez que a restruturação das áreas de recrutamento e gestão de pessoas.
Flexibilidade no trabalho e desafios operacionais
O padrão de trabalho também tem influenciado o mercado, mormente em funções administrativas, uma vez que TI, RH e Finanças. Nesse sentido, formatos híbridos e de home office passaram a ser considerados diferenciais competitivos para atração de profissionais, sobretudo em áreas de tecnologia e mercantil.
No entanto, secção das empresas ainda limita essas práticas, considerando que a natureza operacional da logística exige presença física. Algumas associadas à ABOL relatam preferência por candidatos com experiência prévia e alinhados às características do setor, que nem sempre permite modelos flexíveis de trabalho.
“A Diretoria de Capital Humano da ABOL existe para aprofundar o debate sobre temas atuais e estratégicos ligados à gestão de pessoas. Neste ano, estruturamos uma agenda robusta de discussões, reconhecendo que a atração e retenção de talentos, a sustentabilidade organizacional e a garantia de sinergia entre as atividades dos colaboradores impactam diretamente a produtividade dos Operadores Logísticos — assim uma vez que as pautas trabalhistas discutidas no contextura Federalista, relacionadas a jornadas e turnos de trabalho”, afirma Marcella Cunha, diretora executiva da ABOL.
Perspectivas para 2026 e adaptação do setor
As perspectivas para 2026 permanecem positivas, embora o cenário macroeconômico exija maior cautela. Segundo a ABOL, 72,2% das empresas pretendem realizar novas contratações nos próximos meses, desde que não haja mudanças na legislação trabalhista relacionadas à jornada de trabalho.
Apesar do otimismo, o setor demonstra maior seletividade nas admissões. As contratações tendem a priorizar funções críticas, tecnologia, operações e posições capazes de gerar ganhos de produtividade e controle de custos. Aliás, o prolongamento das operações sazonais e spot exige maior destreza das equipes de recrutamento.
Outro ponto relevante é o debate sobre o termo da graduação 6×1. De combinação com a pesquisa, os operadores logísticos estimam que levariam até um ano para se harmonizar a uma novidade jornada de trabalho. Entre os entrevistados, 41,2% indicam a urgência de pelo menos seis meses para reorganização, enquanto 23,5% apontam prazo de até 12 meses para adequação.