Em um contexto de maior cobrança por responsabilidade ambiental, impacto social mensurável e integração entre logística e sustentabilidade, empresas do setor vêm ampliando iniciativas que extrapolam a eficiência operacional.

A Rumo, a AGV, a Águia Sistemas e a VLI adotaram estratégias distintas, porém convergentes, voltadas à proteção da biodiversidade, ao pedestal à saúde e à puerícia, ao uso estruturado de incentivos fiscais e à promoção do bem-estar no envolvente de trabalho. As iniciativas refletem um movimento do setor logístico em direção a práticas mais consistentes, com foco em governança, perenidade e resultados concretos para a sociedade.
Rumo e ViaFAUNA lançam guia técnico para proteção de quelônios nas ferrovias
A Rumo, maior operadora privada de ferrovias de cargas do país, em parceria com a ViaFAUNA, lançou um guia técnico inédito voltado à proteção de quelônios — grupo que inclui tartarugas, jabutis e cágados — em trechos ferroviários. O material sistematiza uma solução prática já aplicada pela companhia: as canaletas de escape, estruturas instaladas entre os trilhos que permitem a saída segura dos animais do gabarito ferroviário, reduzindo significativamente o risco de mortes.
Por se locomoverem lentamente e possuírem casco rígido, esses animais ficam principalmente vulneráveis ao acessar a fita ferroviária, onde podem tolerar atropelamentos, aprisionamento, desidratação e superaquecimento. O guia é resultado de um monitoramento rigoroso realizado na Malha Médio, que cruza Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, ao longo de 1.537 quilômetros de ferrovia. Foram acompanhadas espécies uma vez que cágado-de-barbicha, cágado-cabeça-de-sapo, tracajá e jabuti-piranga, permitindo identificar padrões de risco e aprimorar o posicionamento das estruturas.
A iniciativa começou há cinco anos na Malha Sul, com a instalação de 210 canaletas. Já na Malha Médio, são 352 dispositivos implantados em pontos estratégicos de Tocantins e Goiás. Segundo Luana Gobbo Mamede, médica veterinária da Coordenação de Biodiversidade da Rumo, “temos muito orgulho de apresentar nascente material, que reúne todo o conhecimento adquirido desde o monitoramento inicial até o desenvolvimento, a implantação e a avaliação da eficiência das canaletas. Na Rumo, acreditamos que a engenharia precisa caminhar junto com a sustentabilidade, e esse guia oferece um padrão prático e aplicável para a proteção da biodiversidade em ferrovias no Brasil e também em outros países”.
Além da proteção da fauna, a iniciativa dialoga com o papel das ferrovias uma vez que modal de menor intensidade energética e menor emissão de gases de efeito estufa (GEE). O guia foi desenvolvido para concordar concessionárias, órgãos ambientais, projetistas e equipes operacionais e está disponível para consulta e download em: https://rumolog.com/documentos/guia-tecnico-de-quelonios/
Um milhão de tampinhas: a fluente de solidariedade da AGV para concordar crianças em tratamento oncológico
Desde 2022, a AGV desenvolve o projeto Papa Tampinhas, iniciativa que conecta reciclagem de resíduos plásticos a pedestal direto à saúde infantil. O projeto atingiu a marca de um milhão de tampinhas plásticas arrecadadas, convertidas em recursos financeiros destinados à ONG Tampinhas que Curam, que atende crianças em tratamento oncológico.
As tampas são coletadas em pontos instalados nas unidades da AGV, envolvendo colaboradores, fornecedores e clientes. Depois a coleta, o material passa por triagem técnica e separação por cores, procedimento que aumenta o valor de mercado junto às cooperativas de reciclagem e maximiza o retorno financeiro. Todo o valor obtido é integralmente repassado à instituição, sem custos administrativos. “Nascente projeto é uma das iniciativas do ESG da AGV, mas sem incerteza é muito próprio, pois chancela um voluntariado de nossa equipe nos 14 pontos de coleta que administramos o ano todo para o momento mais próprio, a entrega e disseminação do muito”, comenta Kleber Fernandes, diretor de Qualidade e Gestão Técnica da AGV.
No vista ambiental, a iniciativa retirou mais de uma tonelada de plástico do fluxo de descarte generalidade. No campo social, os recursos ajudam a custear próteses, suplementos alimentares, transporte para consultas e suporte psicológico. Para Mauricio Motta, presidente da AGV, “quando olhamos para esse milhão de tampinhas, enxergamos um milhão de pequenos gestos de zelo que, somados, oferecem esperança real para muitas famílias”. Informações sobre a ONG estão disponíveis em https://tampinhasquecuram.com.br/.
Águia Sistemas transforma repúdio fiscal em política estruturada de impacto social
A Águia Sistemas decidiu transformar os mecanismos legais de repúdio fiscal em uma política estruturada de impacto social, direcionando 100% dos valores passíveis de incentivo para projetos nas áreas de saúde, ensino, cultura e esporte. A iniciativa surge em um cenário de poderoso concentração de benefícios fiscais, no qual, segundo dados do Dorbi, 47 empresas concentraram R$ 120 bilhões em renúncias em 2025.
Entre as instituições apoiadas estão o Hospital Pequeno Príncipe, referência pátrio em atendimento pediátrico de subida dificuldade, e o Hospital Santa Lar de Ponta Grossa, fundamental para a rede de saúde dos Campos Gerais. A empresa estruturou processos internos de governança, seguimento e mensuração de impacto, apostando na previsibilidade e na perenidade dos aportes uma vez que fatores de sustentabilidade financeira para as organizações apoiadas.
Além da saúde, a política contempla projetos educacionais e culturais, uma vez que o Instituto Duque de Caxias, o projeto Pega Aí e o SÓS Alegria – Doutores Palhaços, além de iniciativas esportivas em diversas modalidades. “Se não podemos fazer tudo o que precisamos, precisamos fazer tudo o que podemos”, afirma Rogério Scheffer, diretor-presidente da Águia Sistemas.
VLI recebe selo Empresa Amiga da Amamentação do Ministério da Saúde
A VLI recebeu, em Belo Horizonte, MG, o selo Empresa Amiga da Amamentação, facultado pelo Ministério da Saúde. A companhia mantém 16 salas de pedestal à amamentação em unidades distribuídas por Minas Gerais, São Paulo, Maranhão, Tocantins, Sergipe e Ceará, permitindo a retirada, o armazenamento adequado e o transporte seguro do leite materno.
Segundo Aparecida Roble, gerente de Saúde da VLI, “essa iniciativa garante às mães puérperas o recta de alimentarem seus filhos depois o término da licença-maternidade, assegurando-lhes um retorno ao trabalho que integra sua novidade rotina”. As salas contam com infraestrutura completa, incluindo frascos esterilizados, freezers, bolsas térmicas e itens de limpeza.
Desde 2019, a empresa oferece licença-maternidade estendida de seis meses e mantém programas uma vez que o Gestar e o Guia da Gestante, que apoiam as colaboradoras durante a prenhez e o retorno ao trabalho. A atuação reforça a integração entre políticas de saúde, bem-estar e gestão de pessoas no contexto logístico.