O transacção exterior inicia 2026 sob os efeitos persistentes de um novo ciclo de elevação tarifária em grandes economias, movimento já classificado por analistas uma vez que um tarifaço global. A intensificação de políticas industriais defensivas, combinada às tensões geopolíticas e à reorganização das cadeias produtivas, amplia a dificuldade operacional do transporte marítimo e pressiona custos ao longo de toda a cárcere logística.
Projeções recentes da Organização Mundial do Negócio indicam desenvolvimento moderado do transacção de mercadorias posteriormente a desaceleração registrada entre 2023 e 2024. Ainda assim, o volume de medidas restritivas permanece proeminente em nível global. Relatórios da UNCTAD reforçam que incertezas regulatórias, custos logísticos e gargalos portuários continuam entre os principais fatores de risco para a fluidez das trocas internacionais.
No Brasil, dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços (MDIC), mostram que a manante de transacção segue em patamar historicamente cocuruto. Entretanto, observa-se maior volatilidade de preços e prazos logísticos, mormente em rotas mais sensíveis a alterações tarifárias, o que aumenta a dificuldade do planejamento operacional.

Para Marcos Silva, CIO da Datamar e profissional em tecnologia aplicada à logística marítima, o impacto do tarifaço vai além do aumento direto de custos. “O tarifaço não afeta somente a competitividade do resultado, mas também altera fluxos comerciais, pressiona a previsibilidade das rotas e exige um nível muito maior de perceptibilidade de dados para sustentar decisões operacionais”.
Segundo ele, a principal mudança em curso é estrutural. O transacção marítimo passa a operar, de forma cada vez mais sistemática, em um envolvente de incertezas permanentes. “O transporte marítimo entrou definitivamente na era da volatilidade. Sem visibilidade de fretes, capacidade e desempenho portuário, as empresas ficam expostas a ineficiências que antes eram diluídas pelo desenvolvimento do transacção”, afirma.
Volatilidade nos fretes e nas rotas marítimas
Indicadores internacionais de frete, uma vez que o Shanghai Containerized Freight Índice (SCFI) e o Drewry World Container Índice, registraram oscilações relevantes ao longo de 2024 e 2025. Esses movimentos refletem ajustes de capacidade das grandes alianças marítimas e choques geopolíticos em rotas estratégicas, cenário que tende a ser amplificado pelo progresso do tarifaço global.
Na avaliação de analistas, a elevação de tarifas provoca redirecionamento de cargas, mudanças nas origens produtivas e maior desequilíbrio na reposição global de contêineres. “Quando as tarifas sobem, o efeito não é linear. Há redistribuição de demanda entre rotas, o que pressiona a gestão de equipamentos e a formação de fretes”, explica Marcos Silva. “Isso torna o planejamento logístico muito mais dependente de modelos preditivos.”
Dados revelam reconfiguração dos fluxos comerciais
Análises da Datamar, a partir da plataforma DataLiner, indicam que o Brasil encerrou 2025 com desenvolvimento moderado nas exportações conteinerizadas (+2%) e progresso mais robusto nas importações (+4,4%). Embora os números sugiram firmeza, a leitura detalhada revela mudanças estruturais relevantes ao longo do ano.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,1% em 2025, refletindo alterações tarifárias que impactaram diretamente os fluxos comerciais, sobretudo no segundo semestre. Em contrapartida, os embarques para outros mercados cresceram 4,1%, compensando parcialmente essa retração. Já o último trimestre do ano apresentou desenvolvimento de 6% em relação ao mesmo período de 2024, sinalizando ajustes de rota e recomposição gradual da demanda internacional.
A estudo por resultado reforça a assimetria do cenário. Cadeias uma vez que carnes, tabaco e produtos vegetais registraram desenvolvimento, enquanto moca, açúcar e madeira apresentaram quedas relevantes. “O número consolidado importa, mas ele esconde histórias muito diferentes por resultado, mercado e momento do ano. É nesse nível de pormenor que estão os sinais que orientam decisões futuras”, destaca o CIO da Datamar.
Digitalização e perceptibilidade ganham urgência
Diante desse contexto, cresce a adoção de plataformas de perceptibilidade logística, integração de dados portuários e estudo preditiva. Estudos da McKinsey e da UNCTAD já apontavam a digitalização do transporte marítimo uma vez que um dos principais vetores de eficiência da dez — tendência que ganha tração suplementar em um envolvente mais protecionista.
Para Marcos Silva, empresas que tratam dados uma vez que ativo estratégico tendem a apresentar maior resiliência operacional. “O tarifaço funciona uma vez que um catalisador da transformação do dedo no setor de shipping. Quem conseguir antecipar movimentos de mercado com base em dados terá mais capacidade de gestão de custos e adaptação em um cenário de incerteza crescente”.