Motiva integra TNFD e reforça agenda de sustentabilidade

Motiva integra TNFD e reforça agenda de biodiversidade e sustentabilidade

A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, passou a integrar a Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), iniciativa internacional voltada ao mapeamento de riscos e oportunidades associados à biodiversidade. A empresa é a primeira do setor na América do Sul a aderir à plataforma.

Ao aderir à TNFD, a Motiva se compromete a mapear riscos e oportunidades relacionados à biodiversidade em suas áreas de atuação e a propalar essas informações periodicamente ao mercado. O trabalho será base para a geração de planos de mitigação ambiental, com foco em iniciativas uma vez que reflorestamento, gestão de fauna e soluções baseadas na natureza.

Tony Goldner, CEO do TNFD (Esq.), Pedro Sutter, VP de Sustentabilidade, Riscos e Compliance da Motiva, e Juliana Silva, diretora de Sustentabilidade da empresa.

Segundo Pedro Sutter, vice-presidente de Sustentabilidade, Riscos e Compliance, “a adesão ao TNFD fortalece o tema da biodiversidade em nossa estratégia de negócios e reafirma o nosso papel de liderança na construção de uma infraestrutura resiliente, regenerativa e conectada com as demandas da sociedade e do planeta”.

Mesmo antes da formalização, a Motiva já vinha utilizando a metodologia da TNFD em estudos aplicados à sua plataforma rodoviária. A companhia está finalizando um levantamento, com suporte da consultoria Origami, sobre os impactos nos mais de 4 milénio quilômetros de rodovias sob sua licença em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

A empresa também criou um Grupo de Trabalho em Biodiversidade e está desenvolvendo um roadmap com metas e indicadores específicos para guiar a implementação de ações. A iniciativa pretende ampliar a governança ambiental e furar caminho para mecanismos de remuneração por serviços ecossistêmicos, além de projetos de conservação da fauna e flora nas áreas de influência dos ativos da companhia.

A adesão está vinculada ao pilar “Redução do Risco Climatológico e da Pegada Ambiental”, segmento do projecto Sofreguidão 2035, que orienta a estratégia de longo prazo da Motiva. A empresa já havia assumido compromisso com a meta No Net Loss, que visa neutralizar ou indemnizar integralmente os impactos à biodiversidade causados por suas operações.

Nos últimos três anos, a Motiva ampliou sua atuação em mitigação de emissões e adaptação a eventos climáticos extremos. A empresa já era signatária da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), iniciativa que serve de referência para a gestão de riscos climáticos corporativos.

Em 2024, a Motiva alcançou marcos importantes nessas frentes. Encerrou o ano com 100% do consumo de força elétrica proveniente de fontes renováveis. Atingiu 92,4% de uso de biocombustíveis na frota ligeiro. Realizou a compra de créditos de carbono equivalentes a 67 milénio toneladas, neutralizando 9,4% das emissões de escopo 1. Aliás, lançou sua estratégia de resiliência climática.

Ao incorporar também a perspectiva da proteção da biodiversidade por meio da TNFD, a companhia adota uma abordagem ainda mais integrada da sustentabilidade, antecipando futuras exigências da IFRS para relatórios corporativos sobre riscos ambientais e elevando o padrão do setor de infraestrutura de mobilidade no Brasil.

O Taskforce on Nature-related Financial Disclosures é uma iniciativa internacional que propõe um padrão de referência para que empresas e instituições financeiras reportem riscos e oportunidades relacionados à natureza e à biodiversidade, em risco com as diretrizes dos países do G20 e da Organização das Nações Unidas (ONU).

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