O mercado brasiliano de artigos carnavalescos segue em trajetória de prolongamento. No entanto, os dados mais recentes indicam que os estados que concentram o consumo e o impacto econômico da sarau não são, necessariamente, aqueles que realizam a maior secção das importações diretas. Essa é a principal constatação de um levantamento da Logcomex, empresa de tecnologia para o negócio exterior, que analisou a dinâmica logística do setor.
A pesquisa considerou as importações brasileiras de fantasias, adereços para festas, flores artificiais, penas, lantejoulas, chapéus, tiaras e acessórios utilizados em blocos de rua, escolas de samba e carros alegóricos, no período de janeiro a novembro de 2025, em conferência com o mesmo pausa de 2024. A partir desses dados, observa-se uma reorganização da matriz de ingresso desses produtos no país.
Nesse contexto, Santa Catarina se consolida uma vez que hub logístico Carnaval. As importações via Porto de Itajaí cresceram 71%, passando de US$ 4,7 milhões para US$ 8,1 milhões no período analisado. Outrossim, o Porto de São Francisco do Sul também apresentou progresso, com subida de 12%, saindo de US$ 7,4 milhões para US$ 8,2 milhões.
Embora o Estado não figure entre os maiores consumidores finais de artigos carnavalescos, Santa Catarina concentra a ingresso física e a naturalização dos insumos. Posteriormente, esses produtos são redistribuídos para mercados uma vez que São Paulo, Rio de Janeiro e outras regiões. Dessa forma, o movimento reforça o papel do Sul uma vez que polo estruturante da logística vernáculo voltada ao Carnaval, aponta a pesquisa.
Por outro lado, a Região Sudeste segue uma vez que principal núcleo de consumo, respondendo por 43% do impacto econômico do Carnaval no país. O Porto de Santos registrou firmeza, com US$ 8,9 milhões importados no período. Já o Porto do Rio de Janeiro apresentou prolongamento de 24%, passando de US$ 5 milhões para US$ 6,2 milhões, sinalizando um fortalecimento da importação direta para atender tanto o multíplice industrial das escolas de samba quanto o Carnaval de rua fluminense.
“Os dados indicam uma convergência logística cada vez maior. Santa Catarina funciona uma vez que porta de ingresso, enquanto os grandes centros consumidores optam por comprar produtos já internalizados, reduzindo a dificuldade das operações locais”, analisa Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.
Bahia e Pernambuco: grandes festas, menor importação direta
O contraste torna-se evidente ao observar Bahia e Pernambuco, estados que sediam algumas das maiores manifestações carnavalescas do país. Em Pernambuco, por exemplo, Recife abriga o Galo da Madrugada, reconhecido uma vez que o maior conjunto de Carnaval do mundo, reunindo milhões de foliões.
Ainda assim, as importações diretas recuaram de forma expressiva. As compras via Porto de Suape (PE) caíram 62%, passando de US$ 4 milhões em 2024 para US$ 1,5 milhão em 2025. Já a ALF Salvador (BA) registrou retração de 35% no mesmo período.
No Setentrião do país, as importações via Porto de Manaus recuaram 8%, passando de US$ 240,3 milénio para US$ 222 milénio. Essa dinâmica é influenciada pelo Festival de Parintins, cujos adornos e carros alegóricos demandam insumos especializados. A redução pode indicar maior sujeição da redistribuição vernáculo, com provimento a partir de grandes centros logísticos, mormente São Paulo e Rio de Janeiro, alcançando estados uma vez que Roraima, Rondônia e Amapá.
“Essa dinâmica indica que organizadores e fornecedores locais têm priorizado a compra de insumos já nacionalizados, sobretudo provenientes do Sul e do Sudeste. Com isso, a disponibilidade de produtos no varejo regional passa a depender mais dos custos de frete interno e da eficiência da malha rodoviária e da cabotagem do que das variações do frete internacional”, explica Hofstatter.
Esse processo ocorre em um cenário de expansão do mercado. Entre janeiro e novembro de 2025, o valor totalidade importado de artigos carnavalescos e insumos para festividades cresceu 10,8% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Logcomex. O prolongamento foi impulsionado principalmente pelos artigos para festas e carnaval, que avançaram 36%, passando de US$ 12,5 milhões para US$ 17,1 milhões.
Outro ponto relevante é o pico das importações entre setembro e novembro de 2025, indicando que a preparação logística para o Carnaval ocorre com meses de antecedência. O progresso de insumos estruturais, uma vez que adornos para carros alegóricos, reforça um protótipo de planejamento mais antecipado e concentrado.
Para Hofstatter, os dados demonstram que, independentemente do porte ou do formato da sarau, o provimento do Carnaval brasiliano depende cada vez mais de planejamento logístico, antecipação e redistribuição em graduação vernáculo.
“O Carnaval continua crescendo, mas a forma uma vez que ele é provido mudou. Hoje, eficiência logística, antecipação e capacidade de redistribuição são tão importantes quanto a originalidade e a graduação das festas”, conclui Hofstatter
