A ferrovia privada Brasil ganha um novo capítulo com o progressão do Projeto Sucuriú, da Arauco, que recebeu as primeiras locomotivas da Wabtec para operação na EF-A35, malha ferroviária própria em construção no Mato Grosso do Sul. A iniciativa está ligada à futura fábrica de celulose da companhia em Inocência (MS) e prevê conexão direta com a Malha Setentrião, operada pela Rumo, até o Porto de Santos (SP).
Ao todo, serão incorporadas 26 locomotivas do protótipo ES44, que irão operar em uma ferrovia de 45 quilômetros de extensão, além de 9 quilômetros adicionais dentro da extensão industrial. A proposta é viabilizar o escoamento da produção majoritariamente por trem, reduzindo a obediência do transporte rodoviário e ampliando a eficiência logística da operação.
A implementação da EF-A35 marca a instalação da primeira shortline privada no país em seguida o novo marco ferroviário de 2021. Nesse sentido, o projeto inaugura um protótipo ainda pouco disperso no Brasil, ao integrar diretamente uma ferrovia a um empreendimento industrial de grande graduação.
Integração logística e eficiência operacional na ferrovia privada Brasil
O uso da ferrovia privada Brasil no Projeto Sucuriú foi estruturado para atender a uma demanda anual estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose. Aliás, o sistema permitirá a operação de composições de até 9.600 toneladas, com uma frota composta por 26 locomotivas e 721 vagões.
Segundo o diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, “a ferrovia vai atender à demanda de movimentação anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose, com uma frota de locomotivas modernas e eficientes. Isso dialoga diretamente com a premência de operar com previsibilidade, segurança, qualidade e pontualidade nas entregas”.
Além da graduação operacional, o projeto também incorpora ganhos relevantes em sustentabilidade. A estimativa é de redução de até 94% nas emissões de CO₂ em verificação ao transporte rodoviário, além de evitar murado de 190 viagens diárias de caminhões nas rodovias da região.
Do ponto de vista tecnológico, as locomotivas da série Evolution, produzidas pela Wabtec em Enumeração (MG), contam com motores diesel de subida eficiência, aptos a operar com biocombustíveis, além de sistemas digitais embarcados para monitoramento da operação, controle de velocidade e acionamento automático de frenagem em situações de risco.
De concórdia com Danilo Miyasato, presidente e Líder Regional da Wabtec LATAM, “essa iniciativa reforça o valor de parcerias sólidas e de uma visão de longo prazo para o desenvolvimento da infraestrutura pátrio. Estamos orgulhosos em concordar a Arauco com tecnologias avançadas que reduzem as emissões de CO₂ e promovem a eficiência operacional”.
O Projeto Sucuriú, que representa um investimento de US$ 4,6 bilhões, prevê início das operações no final de 2027, junto com a ingressão em funcionamento da vegetal industrial. A iniciativa também inclui geração de empregos e ações voltadas ao monitoramento ambiental e à conservação da biodiversidade sítio.
