O Espírito Santo registrou a segunda maior entrega de novos galpões logísticos e condomínios industriais do Brasil em metros quadrados no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Binswanger Brazil. O estado recebeu 129.000 m² de novo estoque no período, ficando detrás unicamente de São Paulo, que adicionou 304.000 m².
De conformidade com a pesquisa, o mercado capixaba também teve o maior número de empreendimentos entregues no trimestre, com seis novos projetos que ampliaram a oferta de espaços voltados às operações industriais e logísticas.
Entre os empreendimentos que entraram no mercado estão o Log Cariacica, com 38.000 m²; Raizz Capital Viana, com 31.000 m²; CLCR, com 30.000 m²; CLGV, com 14.000 m²; Serralog, com 10.000 m²; e Multilog, com 7.000 m².
Segundo Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, a demanda tem sido impulsionada principalmente por segmentos ligados ao transacção eletrônico e produtos de consumo.
“Empresas de e-commerce e de produtos de consumo têm se evidenciado na procura de áreas do segmento. O preço pedido por metro quadrilátero dos empreendimentos disponíveis para locação na Região Metropolitana de Vitória já chegam a R$ 28”, afirma.
Expansão dos condomínios logísticos
O volume de novo estoque no estado representa secção da expansão dos condomínios logísticos no Brasil, que somaram 735.000 m² entregues entre janeiro e março, conforme a pesquisa da Binswanger.
Na sucção de novas áreas, o Espírito Santo ficou na terceira posição pátrio, com 87.000 m² ocupados no período. São Paulo registrou 471.000 m² de sucção, enquanto Santa Catarina alcançou 115.000 m².
A taxa de vacância dos condomínios industriais e logísticos no mercado capixaba está em 8,1%, e o preço médio de locação é de R$ 24 por metro quadrilátero.
A expansão do segmento ocorre principalmente em regiões porquê Serra e Viana, que concentram polos logísticos, além do progressão de novos empreendimentos em Cariacica e Vila Velha.
A estrutura econômica do Estado, baseada em setores porquê petróleo, mineração, siderurgia, rochas ornamentais e cultura, além da presença de infraestrutura portuária, com destaque para os portos de Tubarão e Vitória, contribui para a demanda por áreas destinadas à armazenagem e distribuição.
