A integração logística entre os países do Mercosul foi apontada uma vez que um dos principais fatores para ampliar a competitividade regional durante o Fórum Internacional Mercosul Export, realizado em Buenos Aires, Argentina. Especialistas do setor defenderam maior conexão entre modais, simplificação regulatória, investimentos em infraestrutura e progresso da digitalização para tornar o fluxo de cargas mais eficiente entre os países do conjunto.
O debate ocorreu no pintura “Integração logística uma vez que vetor de competitividade regional”, mediado pela diretora executiva da ABOL (Associação Brasileira dos Operadores Logísticos), Marcella Cunha. O encontro reuniu representantes do Brasil e da Argentina, além de executivos de empresas associadas à entidade.
Segundo Marcella, a integração logística deve ser vista uma vez que elemento medial para o desempenho econômico da região, mormente diante do prolongamento das cadeias produtivas integradas entre os países do Mercosul.
“Hoje já existe uma possante conexão entre as cadeias de suprimentos da região, com intensa movimentação de autopeças, produtos automotivos, químicos, plásticos, minérios e bens de consumo. Grande segmento dos associados da ABOL atua diretamente nesses processos regionais”, destacou.

Multimodalidade e digitalização estão entre prioridades
Durante o pintura, representantes do setor defenderam medidas para reduzir entraves operacionais nas fronteiras e ampliar a eficiência da movimentação de cargas no Cone Sul.
Analia Canale, da Câmara de Negócio, Indústria e Serviços Prateado-Brasileira (CAMBRAS), afirmou que os principais desafios envolvem infraestrutura insuficiente, excesso de burocracia e baixa integração entre sistemas aduaneiros dos países.
Segundo ela, problemas uma vez que lentidão nas travessias de fronteira, duplicidade de controles e falta de sincronização entre órgãos públicos elevam custos logísticos e reduzem a competitividade regional.
Aliás, a executiva defendeu maior digitalização dos processos e fortalecimento da multimodalidade, permitindo melhor integração entre transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário.
O presidente da Multilog e mentor da ABOL, Djalma Vilela, destacou avanços recentes na integração alfandegária entre Brasil e países vizinhos. Entre os exemplos citados estão iniciativas bilaterais em São Borja, Dionísio Cerqueira e Foz do Iguaçu.
Ele também mencionou a implementação de um dispositivo em Uruguaiana para agilizar a passagem de caminhões, funcionando uma vez que um sistema de “Fast Track”. Segundo Vilela, essas soluções ajudam a estruturar corredores logísticos integrados entre cidades uma vez que Buenos Aires e São Paulo.
Infraestrutura portuária e eficiência operacional
O diretor mercantil da Santos Brasil e presidente do Parecer Deliberativo da ABOL, Ricardo Buteri, chamou atenção para o volume de cargas movimentadas entre Brasil e países sul-americanos. Segundo ele, o país importou tapume de 100 milénio TEUs em 2025, sendo 17% movimentados pelas instalações da empresa. Já nas exportações, foram registrados 330 milénio TEUs destinados aos parceiros regionais, dos quais 85 milénio passaram pela companhia.
Buteri defendeu políticas públicas voltadas à redução de entraves burocráticos e ao fortalecimento da multimodalidade, além de maior alinhamento entre setor público e iniciativa privada.
Representando a Andreani, Iván Marins Amas abordou os impactos da transformação do dedo e do prolongamento do e-commerce sobre a logística regional. Para ele, o progresso das operações cross-border exige ecossistemas integrados, com colaboração entre empresas, parceiros e operadores de diferentes modais.
Já Fábio Siccherino, da DP World Brasil, destacou os investimentos em expansão da capacidade do terminal de contêineres em Santos, que deverá passar de 1,4 milhão para 2,1 milhões de TEUs. Segundo o executivo, a ampliação pode contribuir para reduzir congestionamentos e fortalecer a posição do Porto de Santos uma vez que hub logístico da costa leste sul-americana.
