A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística concluíram as obras de ampliação da infraestrutura ferroviária no terminal paranaense. Com a entrega de 757 metros adicionais de ferrovia, a capacidade operacional do modal deverá crescer murado de 20%, permitindo operações simultâneas com composições de até 82 vagões e ampliando a eficiência do transporte ferroviário de contêineres no Paraná.
A obra integra a estratégia de fortalecimento da infraestrutura logística do terminal, considerado o maior do Sul do Brasil segundo a ANTAQ. Além de aumentar a capacidade de movimentação de cargas, a novidade feitio reduz interferências no tráfico urbano e melhora a integração entre os modais ferroviário e portuário.
“O ramal ferroviário conecta Paranaguá a Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes polos produtores e exportadores de músculos de frango e de papel e celulose. Com a instalação da terceira risco férrea, será provável ampliar a capacidade de movimentação de cargas cheias na ferrovia de 55 milénio contêineres para murado de 66 milénio contêineres cheios por ano, o que representa um proveito significativo em eficiência para os clientes atendidos nestas regiões”, explica Fabio Mattos, gerente mercantil da TCP.
Impactos operacionais
Com a desfecho das obras, o Terminal de Contêineres de Paranaguá passa a racontar com uma terceira risco férrea e uma novidade extensão de manobras. Até logo, o terminal operava com duas linhas, permitindo que um trem chegasse enquanto outro deixava o recinto, realizando operações de trouxa e descarga de até 41 contêineres por vez.
Agora, dois trens poderão ser carregados e descarregados simultaneamente, enquanto um terceiro realiza a saída do terminal. A novidade feitio aumenta a produtividade da operação ferroviária e melhora o aproveitamento da infraestrutura existente.
Segundo Vinicius Cordeiro, gerente executivo de Mercantil e Novos Negócios da Brado Logística, a entrega da obra representa um progressão para a logística do Estado. “Uma vez que operadora multimodal, a Brado tem o papel de transformar essa estrutura em soluções concretas, apoiando o prolongamento das operações e ampliando o aproximação a uma logística mais eficiente e sustentável. Essa evolução na TCP é mormente relevante para o agronegócio e o setor industrial do estado, que precisa de alternativas capazes de seguir o aumento da produção e conseguir mercados cada vez mais distantes. Ao fortalecer a integração ferroviária, contribuímos para ampliar a competitividade dos produtos paranaenses, oferecendo mais eficiência e previsibilidade ao escoamento da produção”, afirma.
A novidade estrutura também altera a operação ferroviária na passagem de nível localizada na Avenida Portuária. Antes da ampliação, as composições chegavam ao terminal com 82 vagões, mas precisavam ser divididas em dois trechos de 41 vagões para cruzar a via, interrompendo o tráfico de veículos em duas etapas.
Com a terceira risco e a extensão de manobras, os trens passam a cruzar a passagem de nível em uma única operação contínua, reduzindo o número de bloqueios e melhorando a fluidez do trânsito na região portuária.
O modal ferroviário vem ampliando sua participação na movimentação de cargas da TCP. Em 2024, dos 310 milénio contêineres cheios exportados pelo terminal, murado de 52 milénio, o equivalente a 17% dos embarques, foram transportados pela Brado Logística, segundo a empresa.
Investimentos reforçam a infraestrutura logística do terminal
A ampliação ferroviária faz secção de um ciclo de investimentos realizado pela TCP para aumentar sua capacidade operacional. Nos últimos cinco anos, a companhia informa ter investido murado de R$ 500 milhões em melhorias na infraestrutura e na expansão do terminal.
Entre as ações está a ampliação da operação ferroviária com a utilização de três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry). Os equipamentos passaram por um processo de eletrificação, com instalação de barramentos elétricos ao longo da extensão ferroviária. Segundo a empresa, a iniciativa reduz em aproximadamente 771 toneladas por ano as emissões de carbono associadas à operação dos três equipamentos.
Ou por outra, foram incorporados novos Terminal Tractors (TTs) para base às operações ferroviárias e realizada a readequação do gate do terminal, permitindo o aproximação da terceira risco férrea e aumentando a fluidez da movimentação de cargas.
A Brado Logística também realizou investimentos em ativos e componentes da novidade infraestrutura, incluindo a instalação de novos trilhos e de três aparelhos de mudança de via (AMVs).
“Essa foi uma estratégia pensada para entregar mais produtividade e eficiência diretamente aos nossos clientes. Com a instalação de novos trilhos e três aparelhos de movimentação de via (AMVs), ampliamos significativamente nossa capacidade de manobra e fluxo de composições, reduzindo tempos de espera e aumentando o giro de atendimento no terminal. Toda a base de sustentação desse sistema, uma vez que placas de base, chumbadores, soldas e grampos de fixação, foi dimensionada para prometer máxima disponibilidade e confiabilidade operacional. O resultado é uma operação mais versátil, com maior vazão e capacidade de resposta às demandas crescentes dos nossos clientes”, afirma Cordeiro.
Para Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, “esses investimentos fortalecem a infraestrutura logística da TCP e permitem que a operação ferroviária evolua com mais eficiência e previsibilidade. Ao ampliar a capacidade do Terminal e integrar melhor os modais de transporte, conseguimos oferecer soluções mais competitivas para os nossos clientes e contribuir diretamente para a eficiência da calabouço logística do transacção exterior brasiliano”.
