A descarbonização do transporte no Brasil pode ser acelerada com o uso de biocombustíveis, segundo estudo apresentado no seminário “Brasil em Movimento”, promovido pelo MBCBrasil (Mobilidade de Inferior Carbono). O evento foi realizado em São Paulo no dia 16 de junho de 2025 e reuniu representantes de diferentes setores, incluindo Governo, empresas, ateneu e sociedade social.
O estudo “Biocombustíveis porquê solução imediata e eficiente para a descarbonização do transporte” foi transportado pela Professora Doutora Glaucia Souza, da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisadora, que também coordena o Programa BIOEN da FAPESP, estima que o Brasil pode evitar até 800 milhões de toneladas de CO₂ até 2030 por meio da ampliação do uso de biocombustíveis.

Segundo o levantamento, a bioenergia já representa 50% dos recursos renováveis globais, e a produção de biocombustíveis precisa crescer 2,5 vezes na próxima dez para prometer impacto significativo na mitigação das mudanças climáticas.
Durante o seminário, José Eduardo Luzzi, coordenador do Parecer de Gestão do MBCBrasil, afirmou:
“Nascente seminário é um marco para o debate sobre a mobilidade sustentável no país. Nosso objetivo é apresentar soluções concretas, baseadas em ciência e substanciar que o Brasil tem um potencial imenso para liderar a descarbonização do transporte.”
A professora Glaucia Souza destacou que o Brasil já domina as tecnologias necessárias e que os biocombustíveis “são muito mais do que uma escolha, mas uma verdade”. Ela também refutou a argumento de que há competição entre produção de vitualhas e bioenergia:
“Desmistificar essa falsa competição entre vitualhas e bioenergia é forçoso. Os biocombustíveis, quando produzidos de forma sustentável, podem ser um motor de desenvolvimento e potencializar a sustentabilidade do setor agrícola.”
A pesquisa também defende o uso de práticas porquê o cultivo duplo, que melhora a eficiência do uso da terreno, auxilia no sequestro de carbono e promove a biodiversidade.
O seminário contou ainda com a presença de nomes relevantes do setor, porquê Erasmo Battistella, CEO da Be8; Evandro Gussi, presidente da UNICA; e o deputado federalista Arnaldo Jardim, relator do projeto do combustível do porvir.
Battistella afirmou que os biocombustíveis representam “uma oportunidade de modernização e fortalecimento da indústria brasileira”. Já Gussi defendeu políticas públicas estáveis e regulação de longo prazo. “O diálogo fomentado pelo MBCBrasil é forçoso para erigir essas pontes entre o setor e o poder público, garantindo previsibilidade e segurança para os investimentos necessários.”
O estudo também aponta que os biocombustíveis são fundamentais para o Brasil se posicionar porquê líder da chamada economia verdejante, com possibilidade de gerar milhares de empregos sustentáveis até 2030.
Para Luzzi, do MBCBrasil, o país pode ser padrão global. “O MBCBrasil está na risca de frente dessa transformação, promovendo a integração entre biocombustíveis e bioeletrificação porquê caminhos complementares para uma mobilidade de plebeu carbono.”

