O Carnaval de 2026 movimentou R$ 18,6 bilhões no Brasil, de conformidade com dados do Ministério do Turismo, consolidando-se uma vez que o maior já registrado no país. Entretanto, além do impacto econômico, o período expôs de forma clara uma mudança de prioridade no setor de bebidas: a adoção de rastreabilidade de bebidas destiladas e de protocolos mais rígidos de gestão de riscos ao longo de toda a cárcere de fornecimento.
O proeminente fluxo de turistas, a rápida rotatividade de estoques e a pressão logística típica do Carnaval ampliaram a visibilidade de fragilidades já existentes no setor. Esse cenário ganhou ainda mais relevância em seguida a crise do metanol, registrada no segundo semestre de 2025, quando um surto de intoxicações, com casos concentrados em São Paulo, revelou o ramal proibido de metanol — originalmente talhado à adulteração de combustíveis — para fábricas clandestinas de bebidas. O impacto foi repentino: as vendas de destilados chegaram a desabar mais de 35% em um único dia no estado, abalando a crédito do consumidor e a reputação das marcas.
Diante do incidente, as respostas iniciais seguiram caminhos distintos. Enquanto algumas empresas apostaram em campanhas de notícia, outras passaram a incentivar o consumo restrito a grandes redes varejistas, buscando encurtar e controlar a cárcere de suprimentos. Iniciativas institucionais, uma vez que a plataforma Bebida Legítimo, também surgiram para integrar esforços do poder público e de associações no combate à falsificação. Ainda assim, o setor reconheceu que crédito não se reconstrói somente com notícia, mas com controles estruturais.
“A crise expôs uma vulnerabilidade sistêmica em cadeias longas e fragmentadas, a crédito cega em um intermediário pode ser o gavinha que colapsa todo o sistema”, aponta Augusto Duarte, CEO da BGC Brasil, especializada em verificação para gestão de riscos. “Hoje, a due diligence de fornecedores possibilita verificar a integridade operacional e a conformidade sanitária em cada lanço, desde a origem da matéria-prima até o ponto de venda final.”
Rastreabilidade de bebidas destiladas e alinhamento regulatório
O movimento observado no Brasil acompanha uma tendência regulatória internacional. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) tem reforçado exigências para avaliação e aprovação de fornecedores, incluindo a estudo do histórico regulatório e dos sistemas de controle adotados pelos parceiros comerciais. A lógica é simples: um único operador irregular pode comprometer toda a cárcere e destruir a reputação de uma marca.
No mercado brasiliano, operações conduzidas pela Polícia Federalista e pelo Ministério da Lavradio também têm priorizado a verificação da rastreabilidade de lotes e da conformidade dos insumos utilizados na produção de bebidas.
Durante o Carnaval deste ano, essa mudança já se refletiu nos pontos de venda. Estabelecimentos passaram a priorizar distribuidores oficialmente homologados pelas marcas e, em alguns casos, cardápios digitais começaram a informar a origem dos destilados utilizados nos drinks, indicando se o resultado veio diretamente da fábrica ou de um distribuidor certificado. A estratégia procura tornar a segurança visível ao consumidor e substanciar a transparência.
“A crise do metanol serviu uma vez que um alerta sanitário e foi um divisor de águas mercantil. O caminho para a salvamento das marcas passa pela adoção tangível de um novo protocolo de integridade. A crédito, que se perdeu com a notícia de garrafas adulteradas, só retornará quando o consumidor puder traçar, com perspicuidade, a jornada da bebida que leva ao copo”, pontua o perito.
Nesse contexto, a tecnologia ganha papel estratégico. Além de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de métodos rápidos de detecção de metanol, soluções de compliance e lucidez em tempo real passam a ser vistas uma vez que instrumentos de prevenção de crises. “Num mercado uma vez que o de bebidas, onde a sazonalidade e a logística do Carnaval pressionam a cárcere, ter essa lucidez em tempo real é uma forma de prevenção de crises e, mais importante ainda, de certificar a saúde pública”, finaliza Duarte.
Sobre a BGC Brasil
Fundada em 2017, a BGC Brasil é especializada em verificação de antecedentes de pessoas, empresas e ativos para gestão de riscos. A empresa atua em todo o território pátrio, com entrada a mais de 200 fontes de pesquisa nacionais e internacionais, em conformidade com a LGPD, e realiza mensalmente mais de 500 milénio verificações. A companhia atende grandes marcas, uma vez que Hapvida, 99, Pandora e Leroy Merlin. Em 2025, a BGC Brasil foi adquirida pela norte-americana HireRight, líder global em verificação de antecedentes.
