A cobertura 4G nas rodovias brasileiras ainda está longe de ser integral, mesmo com avanços nos últimos anos. Segundo levantamento da Links Field, unicamente 55% da malha rodoviária pátrio conta com conectividade traste firme, número que gera impactos diretos em setores estratégicos uma vez que logística, transporte e seguros.
Atualmente, o Brasil possui 388,9 milénio quilômetros de rodovias federais e estaduais. Desse totalidade, unicamente 214,8 milénio quilômetros estão cobertos por sinal 4G, enquanto 174,1 milénio permanecem em áreas de sombra do dedo, sem chegada firme.
Planta interativo da Links Field mostra falhas na cobertura 4G
Para concordar empresas de transporte, logística e seguros no planejamento diante do desligamento gradual das redes 2G e 3G pela Anatel até 2028, a Links Field, segunda maior MVNO credenciada de IoT do país, lançou o Mapa Interativo de Cobertura 4G nas Rodovias Brasileiras. A utensílio apresenta dados detalhados, com base em informações oficiais da Anatel e do DNIT, permitindo identificar trechos com cobertura plena, fraca ou inexistente.
De tratado com Marcos Betiolo Romero, CTO da Links Field Brasil, o objetivo é concordar o planejamento estratégico de empresas que operam em áreas críticas. “O Planta Interativo foi criado para oferecer perspicuidade e desembaraço na tomada de decisão, mormente para empresas que dependem de operações logísticas em áreas remotas. Ele é um coligado importante para concordar na transmigração de dispositivos que ainda usam as redes legadas para equipamentos mais modernos com 4G”, afirmou.
Desempenho por tipo de rodovia
Nos recortes por malha viária, as rodovias federais apresentam 122,2 milénio quilômetros, com unicamente 66 milénio cobertos (54%). Já as rodovias estaduais, que somam 266,7 milénio quilômetros, têm 148,8 milénio com cobertura (55,8%).
A diferença regional é expressiva: enquanto o Sudeste registra índices elevados — São Paulo atinge 87,8% de cobertura em rodovias estaduais —, estados do Setentrião uma vez que Acre e Amapá não ultrapassam 10% em rodovias federais. No Nordeste, a Paraíba e o Rio Grande do Setentrião superam 70% de cobertura federalista, mas Maranhão e Piauí têm desempenho crítico em estradas estaduais.
Ranking por operadora
O planta também compara a cobertura 4G por operadora. A Links Field (Vivo) lidera, com 51,8 milénio quilômetros cobertos em rodovias federais e 115,8 milénio em estaduais. A TIM aparece próxima, com 49,6 milénio quilômetros em federais e 110,2 milénio em estaduais, seguida pela Simples, com 48,9 milénio e 102,2 milénio quilômetros, respectivamente. Apesar da liderança da Vivo, os dados mostram que não há domínio solitário, e a disputa segue fragmentada entre as três.
Impactos para logística e seguros
A exiguidade de cobertura em áreas extensas das rodovias aumenta riscos para empresas de logística e transporte, que dependem de conectividade para rastreamento, monitoramento de cargas e uso de telemetria. Sem sinal, elevam-se riscos de roubo, extravio e atrasos.
No setor de seguros, a falta de conectividade em áreas críticas dificulta o monitoramento em tempo real e encarece apólices, uma vez que o risco de sinistros é maior.
Segundo Thiago Paulino Rodrigues, CEO da Links Field Brasil, a utensílio chega em um momento decisivo: “O desligamento das redes legadas já tem causado impactos em empresas de logística, fazendo com que precisem investir tempo e moeda no planejamento de transmigração de dispositivos. Com o nosso planta interativo e o suporte técnico da Links Field, estamos ajudando o ecossistema de transporte de ativos brasiliano a se preparar para o porvir da conectividade”.
Cobertura 4G no Sudeste
O Sudeste lidera a cobertura no país. São Paulo apresenta 87,8% nas rodovias estaduais e 64,9% nas federais, enquanto o Rio de Janeiro atinge quase 80% em federais. Minas Gerais registra 70,5% em federais e 61,8% em estaduais.
Cobertura 4G no Sul
No Sul, o Paraná se destaca com 79,7% em federais e 67,2% em estaduais. O Rio Grande do Sul mantém índices próximos, enquanto Santa Catarina apresenta os menores números da região: 49% de cobertura federalista e 63,9% estadual.
Cobertura 4G no Meio-Oeste
O Meio-Oeste mostra variações consideráveis: Goiás lidera com 51,1% em federais, mas Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentam cobertura subalterno a 40% nas estaduais e unicamente 22% nas federais em MS.
Cobertura 4G no Nordeste
No Nordeste, Paraíba e Rio Grande do Setentrião ultrapassam 72% de cobertura em federais, enquanto Maranhão e Piauí permanecem críticos, com 36% e 38,2% nas estaduais, respectivamente. Sergipe registra unicamente 24% de cobertura federalista.
Cobertura 4G no Setentrião
A região Setentrião enfrenta os maiores desafios. Tocantins se destaca com 67% em federais, mas Acre e Amapá não alcançam 10% de cobertura em rodovias federais, e unicamente 21% nas estaduais.
Chegada ao planta interativo
O Planta Interativo de Cobertura 4G está disponível gratuitamente no eBook “Soluções Técnicas da Transição de Tecnologia 2G/4G no Brasil”, que também apresenta comparativos entre tecnologias uma vez que NB-IoT, CAT-M1 e CAT-1, além de estratégias para transmigração de dispositivos. A coleção inclui ainda dois volumes extras: um sobre infraestrutura e outro sobre impactos econômicos da transição tecnológica.
