A Lucidez Documental baseada em IA desponta uma vez que uma das principais tendências do transacção exterior para 2026 ao automatizar a leitura, validação e preenchimento de documentos uma vez que Bill of Lading (BL), Invoices, Packing Lists e declarações aduaneiras. No Brasil, onde até 40% das rotinas de comex ainda dependem de tarefas manuais, logtechs brasileiras e Operadores Logísticos intensificam a adoção dessas soluções para reduzir erros, lucrar eficiência operacional e soerguer os níveis de compliance em operações globais.
Segundo Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, multinacional brasileira considerada a maior integradora logística da América Latina, o setor de comex operou por décadas bem em fluxos intensivos de digitação, conferências manuais e múltiplas etapas de validação. Nesse protótipo, analistas dedicam grande segmento do tempo à inserção de dados de embarque, revisão de faturas, extração de informações de manifestos e preenchimento de declarações uma vez que a Enunciação Única de Exportação (DU-E) e a Enunciação de Importação (DI).
“Estamos falando de um setor altamente multíplice e regulado, com atividades repetitivas que exigem elevado nível de atenção e impactam diretamente a produtividade, os prazos e o compliance das operações. Falhas podem gerar atrasos, custos adicionais e desafios regulatórios”, afirma Pimenta. “Por isso, manter processos críticos excessivamente dependentes de digitação manual acaba reduzindo eficiência e dificultando ganhos de graduação e previsibilidade operacional.”
Lucidez documental além do OCR no comex
A novidade geração de perceptibilidade documental vai além do OCR (Optical Character Recognition), tecnologia tradicional focada unicamente na conversão de imagens em texto. As soluções mais avançadas combinam OCR com modelos de perceptibilidade sintético capazes de compreender contexto, cruzar dados entre diferentes documentos e identificar inconsistências de forma automática.
Na prática, os sistemas recebem arquivos em PDF ou imagem, extraem informações relevantes, validam dados entre BL, Invoice e Packing List, identificam anomalias — uma vez que divergências de peso, valores, moedas ou classificação fiscal — e geram rascunhos de declarações aduaneiras prontos para revisão humana. “O diferencial não está unicamente em ler o documento, mas em entender o papel daquele oferecido dentro do processo de transacção exterior. Isso reduz versatilidade, melhora a qualidade da informação e fortalece o controle operacional”, explica o CEO da Asia Shipping.
Projetos-piloto e aplicações em envolvente real indicam que a automação documental no comex pode reduzir o tempo de processamento entre 50% e 70%, além de diminuir erros operacionais em mais de 50%. Em termos financeiros, o retorno sobre o investimento pode chegar a 200% ou até 300% no primeiro ano, considerando a redução de retrabalho, maior fluidez aduaneira e melhor aproveitamento das equipes.
“O crítico deixa de concentrar força em tarefas operacionais e passa a atuar na validação de exceções, na estudo de risco e na tomada de decisão. Isso tem impacto direto na eficiência da operação e na qualidade do serviço prestado”, destaca o executivo.
No Brasil, aplicações práticas já demonstram ganhos relevantes. Um exemplo é o uso de plataformas que convertem documentos não estruturados em dados organizados e integráveis a sistemas de comex e ERPs. Nesse contexto, a Asia Shipping avança na adoção de tecnologias desenvolvidas pela DATI, empresa do grupo, uma vez que o Smart Reader, módulo de perceptibilidade documental que digitaliza, confere e compara documentos do transacção exterior. A solução elimina 87% da premência de digitação manual, substituindo horas de trabalho por segundos de processamento de invoices, packings, BLs e documentos financeiros.
“A experiência prática mostra que a tecnologia já atingiu um nível de maturidade conciliável com a complicação do comex. O foco agora é integrar essas soluções de forma consistente à operação e prometer que elas continuem gerando ganhos em eficiência e controle”, avalia Pimenta.
A consolidação da IA no comex acompanha a evolução do Portal Único, a digitalização dos órgãos anuentes e a integração crescente entre sistemas privados e governamentais. Nesse cenário, transformar documentos não estruturados em dados confiáveis, auditáveis e rastreáveis deixa de ser diferencial e passa a ser um requisito competitivo para operações de transacção exterior cada vez mais integradas e reguladas.
