Mercado de galpões logísticos na América Latina cresce em 2025

Mercado de galpões logísticos na América Latina cresce no 1º semestre de 2025, aponta Cushman & Wakefield

O mercado de galpões logísticos e industriais na América Latina manteve um ritmo de incremento no primeiro semestre de 2025. É o que mostra o levantamento MarketBeat Industrial LATAM da Cushman & Wakefield, que aponta expansão da oferta, manutenção da atividade locatária e variações relevantes nas taxas de vacância e valores de locação nas principais praças da região.

De contrato com o relatório, o estoque totalidade alcançou 45,8 milhões de m², com taxa média de vacância de 5,83% e preço médio pedido de US$ 6,11/m²/mês. O volume de áreas em construção ultrapassa 2,9 milhões de m², evidenciando otimismo e demanda contínua por ativos logísticos modernos em diferentes mercados.

A Cidade do México concentra o maior estoque da região, com 18,6 milhões de m², além da menor taxa de vacância, de unicamente 1,6%, revérbero da potente absorvência.

Na sequência, São Paulo aparece com 14,7 milhões de m², mas registra taxa de vacância de 8,9% e preço médio pedido de US$ 5,21/m²/mês, cenário que aponta estabilidade entre expansão e disponibilidade.

Em Buenos Aires, a taxa de vacância foi de 5,07%, com valor médio de US$ 7,43/m²/mês. Já Bogotá apresentou vacância controlada de 1,9%, além de 93,5 milénio m² em construção. Em Santiago, a taxa foi de 2,71%, uma das mais baixas, acompanhada de um pipeline de 279,4 milénio m² em desenvolvimento.

No Brasil, o Rio de Janeiro aparece com a maior taxa de vacância da região, em 14,8%, ainda assim com novo estoque em desenvolvimento. Em Lima, o estoque chegou a 1,6 milhão de m², com taxa de vacância de 7,04% e valores médios de US$ 6,00/m²/mês.

Quadro regional da logística
O estudo ressalta que a demanda estrutural por ativos logísticos de qualidade continua sólida, impulsionada pelo incremento do e-commerce, pela reorganização das cadeias de suprimento e pela maior profissionalização dos operadores. Mesmo com diferenças entre os países, as perspectivas para o setor seguem positivas ao longo de 2025, com novos empreendimentos em desenvolvimento e tendência de firmeza nos preços.

Segundo Dennys Andrade, Head de Perceptibilidade de Mercado da Cushman & Wakefield Brasil, “o desempenho do mercado industrial na América Latina demonstra a resiliência e o maduração do setor na região. Apesar de particularidades em cada país, vemos uma demanda consistente por ativos logísticos de qualidade. Os novos empreendimentos em construção reforçam essa crédito e indicam que 2025 seguirá porquê um ano de expansão e consolidação para o segmento”.

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