A Santos Brasil, empresa que atua em operações portuárias e logística integrada no Brasil e é controlada pelo Grupo CMA CGM, concluiu a implantação do novo Terminal Operating System (TOS) no Tecon Imbituba (SC). A plataforma OPUS, desenvolvida pela sul-coreana CyberLogitec, substitui o sistema anteriormente utilizado no terminal com o objetivo de modernizar, integrar e otimizar as operações de contêineres, além dos fluxos de recinto, gate e cais, ampliando os níveis de produtividade, planejamento e previsibilidade operacional.
O novo sistema já havia sido implementado no Tecon Santos (SP) e no Tecon Vila do Conde (PA). Agora, com sua adoção em Imbituba, a companhia passa a utilizar uma plataforma padronizada em todos os seus terminais de contêineres. O Terminal Operating System contempla todos os processos relacionados à documentação, automação e gerenciamento do fluxo de cargas e navios, permitindo maior integração entre equipamentos, processos e equipes operacionais.
A implantação integra um projecto de investimentos superior a R$ 34 milhões, talhado à modernização tecnológica do terminal catarinense. Além da adoção do novo sistema, os recursos incluem substituição de softwares e equipamentos, melhorias na infraestrutura e ampliação da capacidade operacional, visando gabar o desempenho das operações e oferecer maior previsibilidade aos embarcadores.
Segundo Evelyn Lima, diretora de Planejamento de Operações da Santos Brasil, a adoção da novidade plataforma representa mais uma lanço da estratégia de inovação da companhia.
“Depois uma implementação bem-sucedida em outros terminais da empresa, a plataforma chega à Imbituba para integrar tecnologias digitais, máquinas e pessoas, tornando a operação ainda mais conectada, eficiente e preparada para atender às demandas dos nossos clientes”, afirma.
Expansão logística fortalece o papel do Tecon Imbituba
A implantação do novo Terminal Operating System faz segmento da estratégia da empresa para ampliar a competitividade do Tecon Imbituba uma vez que selecção logística para embarcadores da Região Sul. Nesse contexto, a companhia inaugurou, no primeiro trimestre deste ano, um escritório em Caxias do Sul (RS), aproximando-se dos clientes da Serra Gaúcha e ampliando sua atuação junto ao mercado do Rio Grande do Sul.
De concórdia com a empresa, a presença regional procura oferecer uma selecção diante dos desafios relacionados a custos, tempo de trânsito e previsibilidade logística enfrentados por empresas da região, que contam com número restringido de opções portuárias em um relâmpago competitivo de atendimento.
Outro progressão ocorreu no final de maio, quando o terminal passou a operar uma novidade traço marítima regular entre o Brasil e a Rússia. O Lam Service, operado pelo armador Alpha Shipping, realiza escalas quinzenais no terminal e tem foco no transporte de cargas refrigeradas (reefers), ampliando as alternativas para exportação de proteínas, frutas e outros vitualhas que exigem controle de temperatura durante o transporte internacional.
Ou por outra, a novidade rota também deverá atender à demanda de importação de fertilizantes, resultado considerado estratégico para o agronegócio brasiliano, principalmente nas regiões Sul e Meio-Oeste.
Atualmente, o Tecon Imbituba conta ainda com outros três serviços marítimos semanais, ampliando a regularidade das operações e oferecendo maior flexibilidade logística aos clientes.
Outro diferencial da operação é sua integração com o Tecon Santos, um dos maiores terminais de contêineres da América Latina. Essa conexão permite que cargas movimentadas por Imbituba tenham aproximação a uma ampla rede de rotas internacionais via Porto de Santos, ampliando as possibilidades de conexão com mercados globais.
Localizado no núcleo da Região Sul, entre Curitiba, Florianópolis e Porto Feliz, o Tecon Imbituba possui aproximação rodoviário pela BR-101, além de conexões ferroviárias e marítimas. O terminal opera em porto de águas profundas e protegido, requisito que permite receber os maiores navios que operam na costa brasileira sem restrições de silencioso ou limitações impostas pelas condições climáticas. A estrutura também funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, atendendo diferentes perfis de trouxa e contribuindo para a integração logística da região.
