Operadores logísticos ampliam investimentos mesmo diante de cenário de custos elevados, aponta estudo da ABOL

Operadores logísticos ampliam investimentos mesmo diante de cenário de custos elevados, aponta estudo da ABOL

Mesmo diante de um cenário marcado por custos elevados, os operadores logísticos mantiveram o ritmo de investimentos e ampliaram os aportes no setor. É o que revela o mais recente estudo Perfil dos Operadores Logísticos, elaborado pela ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos.

De conformidade com o levantamento, 68% das empresas aumentaram os investimentos, enquanto 23% mantiveram o mesmo nível de aportes e unicamente 10% registraram retração. Os dados indicam que o segmento segue direcionando recursos para modernização tecnológica e fortalecimento da infraestrutura operacional, mesmo em um envolvente econômico provocador.

O progressão é ainda mais significativo entre as companhias de maior porte. Entre os operadores logísticos com faturamento superior a R$ 600 milhões, 82% ampliaram os investimentos. Já entre as empresas de médio porte — com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 600 milhões67% reportaram prolongamento nos aportes.

No grupo de pequeno porte, com faturamento de até R$ 100 milhões, o movimento também foi significativo: 57% das empresas aumentaram os recursos aplicados na atividade, demonstrando que a procura por eficiência e competitividade ocorre em diferentes escalas do setor.

Investimentos priorizam tecnologia e infraestrutura

As áreas que receberam maior volume de recursos refletem as prioridades estratégicas das empresas. A principal delas foi a tecnologia, principalmente a compra e desenvolvimento de softwares para gestão logística. Em 2024, 83% dos operadores logísticos direcionaram investimentos para essa espaço, percentual superior ao registrado em 2022, quando o índice foi de 80%.

Outro foco relevante foi a modernização de instalações e infraestrutura, citada por 78% das empresas participantes da pesquisa. Essa frente inclui melhorias em centros de distribuição, adequações estruturais e atualização de instalações para suportar operações cada vez mais complexas.

Aliás, 69% dos operadores logísticos investiram na compra de máquinas e equipamentos, reforçando a capacidade operacional e a produtividade das atividades logísticas.

A ampliação ou renovação de frotas logísticas também aparece entre os principais destinos de capital. Segundo o levantamento, 57% das empresas destinaram recursos para veículos, implementos rodoviários, embarcações ou vagões ferroviários, buscando melhorar o desempenho das operações de transporte.

Outros 55% dos operadores logísticos investiram na compra de ativos operacionais porquê caixas, pallets e mobiliário, itens fundamentais para o funcionamento eficiente das operações de armazenagem e movimentação de cargas.

Já a incorporação de terrenos ou novas unidades operacionais foi mencionada por 33% das empresas, evidenciando iniciativas de expansão física ou fortalecimento da presença regional.

Segundo a ABOL, os números demonstram que o setor mantém uma postura estratégica, mesmo diante de pressões de custos. Ao direcionar recursos para transformação do dedo, atualização estrutural e ampliação da capacidade operacional, os operadores logísticos buscam prometer maior eficiência e competitividade.

A combinação entre tecnologia logística e expansão da infraestrutura operacional é vista porquê um elemento médio para sustentar o prolongamento das atividades e atender cadeias produtivas cada vez mais complexas.

O estudo Perfil dos Operadores Logísticos reúne indicadores sobre desempenho, tendências e desafios do setor, oferecendo uma visão abrangente das transformações do mercado logístico no Brasil. A publicação completa pode ser consultada no site da entidade: https://www.abolbrasil.org.br

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