A eletrificação logística vem ganhando espaço nas estratégias de redução de emissões do setor de transporte. Nesse contexto, a BBM Logística e a Farizon, trabalhador de veículos comerciais do grupo chinês Geely especializada em novas energias, estão desenvolvendo uma parceria voltada à avaliação prática do uso de veículos elétricos em operações logísticas no Brasil.
A iniciativa tem uma vez que objetivo transformar operações reais em um envolvente de validação da tecnologia, permitindo determinar fatores uma vez que autonomia, tempo de recarga, eficiência energética, adaptação operacional, comportamento dos motoristas e viabilidade econômica da eletrificação no transporte mercantil.

Descarbonização no transporte e desafios operacionais
A BBM Logística, operadora que atua em transporte, armazenagem e soluções logísticas integradas, vem ampliando o uso de veículos elétricos em operações urbanas e de última milha ao mesmo tempo em que estrutura a BBM Sustentabilidade, iniciativa criada para concentrar projetos ligados à descarbonização no transporte e à eficiência logística.
Mais do que uma relação mercantil para obtenção de veículos, a parceria foi concebida uma vez que um processo de estágio operacional. A proposta é compreender, na prática, os limites e as oportunidades da eletrificação dentro da veras brasileira.
Atualmente, a empresa opera oito veículos elétricos, entre vans, caminhões leves e triciclo, utilizados principalmente em atividades ligadas ao e-commerce e à distribuição urbana. Paralelamente, iniciou avaliações com um cavalo mecânico elétrico talhado ao transporte rodoviário, considerado um passo importante para indagar o potencial da tecnologia em operações de maior dificuldade.
Entre os modelos já incorporados está a Farizon V6E, van desenvolvida para logística urbana e operações de última milha. O veículo atua atualmente em Curitiba e Região Metropolitana, atendendo rotas de distribuição urbana. Desenvolvida sobre uma plataforma específica para veículos comerciais elétricos, a V6E reúne capacidade de trouxa, autonomia e recarga rápida voltadas para operações intensivas.
A companhia também avalia ampliar a parceria por meio da incorporação de novos veículos da trabalhador chinesa, incluindo mais unidades da V6E e da SuperVan, protótipo voltado à logística urbana com maior capacidade operacional e recursos de tecnologia embarcada.
“Hoje, eletrificar a logística no Brasil ainda exige engenharia operacional, adaptação de rota e parceria entre operador, cliente e trabalhador. Não é uma solução plug and play”, afirma Luís Felipe Günther Bastos, diretor corporativo de operações da BBM Logística.
Segundo o executivo, o principal objetivo da parceria é fabricar um envolvente de estágio contínuo. “O que estamos construindo com a Farizon é justamente esse envolvente de estágio operacional para entender quais aplicações fazem sentido no cenário brasílio.”
Bastos explica ainda que a escolha da trabalhador ocorreu pela disposição em desenvolver soluções de forma conjunta. “Não queríamos somente comprar equipamentos. Precisávamos de um parceiro que estivesse disposto a entender a veras da logística brasileira junto conosco, avaliando operação, autonomia, infraestrutura e comportamento das rotas na prática”, destaca.
A iniciativa também está alinhada às exigências de grandes embarcadores globais por operações com menor impacto ambiental. Entre eles está a Amazon, cliente da BBM e integrante do The Climate Pledge, compromisso internacional voltado à neutralização das emissões de carbono até 2040.
Além da expansão da frota elétrica, a BBM aderiu ao The Climate Pledge e criou um comitê interno para solidificar diretrizes relacionadas à redução de emissões e à transição energética.
Para Rodrigo Pikussa, diretor executivo da unidade de veículos elétricos da Farizon no Brasil, a parceria oferece uma oportunidade importante para validar o desempenho dos veículos em uma operação logística de subida exigência.
“A eletrificação da logística brasileira não será construída somente no oração, mas em operações reais que permitam medir eficiência, autonomia, recarga, disponibilidade e dispêndio operacional”, afirma.
Atualmente, a Farizon disponibiliza no mercado brasílio três modelos voltados à logística urbana: a van V6E, a SuperVan e o caminhão ligeiro H9E. Todos foram desenvolvidos sobre plataformas originalmente elétricas, concebidas especificamente para aplicações comerciais.
Segundo Pikussa, os benefícios vão além da redução das emissões. “Os veículos elétricos possuem menos componentes sujeitos a desgaste, exigem menos manutenção e oferecem maior eficiência energética. Em operações urbanas, a economia no fornecimento pode chegar a até 80% quando comparada a modelos a esbraseamento.”
Outro paisagem analisado pelas empresas é a viabilidade financeira da eletrificação no médio prazo. Entre os desafios estão o dispêndio inicial dos veículos e a ainda limitada infraestrutura de recarga disponível no país.
De harmonia com a BBM, o duelo atual envolve a construção de um ecossistema operacional capaz de sustentar a expansão da tecnologia em larga graduação.
“Hoje o last mile já é uma veras viável para veículos elétricos. O grande duelo é escalar isso para operações mais complexas e de longa intervalo”, afirma Bastos.
A empresa avalia que a evolução da eletrificação logística dependerá da combinação entre avanços tecnológicos, expansão da infraestrutura de carregamento, incentivos ao setor e maduração do mercado logístico vernáculo.
A expectativa é que os testes realizados em conjunto com a Farizon contribuam para futuras expansões da frota elétrica em operações ligadas ao e-commerce, à distribuição urbana e a projetos desenvolvidos para grandes embarcadores.
“Estamos no início dessa jornada. O mais importante agora é erigir conhecimento operacional real e entender quais caminhos tornam a eletrificação sustentável dentro da veras brasileira”, conclui Bastos.
