A Mars, dona de marcas uma vez que Pedigree, Whiskas, Champ e Optimum, vem aprofundando sua estratégia logística vernáculo por meio da cabotagem. A operação ocorre em parceria com a Confederação Navegação e Logística, empresa da A.P. Moller–Maersk que é referência no modal marítimo de curta intervalo e na integração multimodal.
Desde 2014, quando a cooperação entre as empresas começou no segmento pet, a cabotagem passou a ocupar uma posição mediano na distribuição de produtos. Esse progresso gerou reduções de dispêndio de até 30% em rotas estratégicas, além de ganhos em segurança, previsibilidade e eficiência ambiental. O modal hoje atende principalmente as regiões Setentrião e Nordeste, consideradas desafiadoras em questões de infraestrutura e entrada.

Mars amplia rotas e reforça estratégia logística
De convénio com Alex Schenk, Gerente de Logística da Mars Pet Nutrition no Brasil, a adoção da cabotagem representa uma mudança estrutural na operação. “Mais do que ganhos operacionais, essa operação representa uma verdadeira mudança de mentalidade logística dentro da Mars. Em algumas rotas, o uso da cabotagem representa uma redução de até 30% nos custos logísticos, mormente no transporte de produtos mais sensíveis. Via cabotagem, transportamos ração seca e agora também ração úmida além de matéria-prima”.
Outrossim, a empresa planeja ampliar rotas já em 2025, com expansão para Bahia, Piauí e Maranhão por meio do uso de contêineres dry, reforçando a rede de fornecimento em regiões estratégicas.
Cabotagem cresce com escora da Confederação Navegação e Logística
Segundo Luiza Bublitz, presidente da Confederação Navegação e Logística, o modal tem se tornado cada vez mais relevante. “Atualmente, a cabotagem representa 12% dos transportes realizados no Brasil e há muito espaço para crescer. É um modal que tem se consolidado uma vez que uma solução confiável, segura e escalável, com índice zero de roubo e avarias mínimas”.
A parceria também envolve o transporte anual de mais de 1K TEUs da Mars, utilizando contêineres de 20 pés para uma operação contínua entre Setentrião e Nordeste.
Sustentabilidade é pilar generalidade entre Mars e Confederação
A adoção da cabotagem está alinhada às metas ambientais globais da Mars. A companhia pretende ser neutra em carbono até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050. Essa diretriz converge com a estratégia da Confederação e do grupo Maersk, que buscam ser net zero até 2040, investindo em soluções logísticas voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE).
“A operação com a Confederação tem papel mediano nesse projecto. Até o término de 2025, a Mars pretende transportar via cabotagem 25% de todo o volume movimentado no Brasil — percentual que pode crescer ainda mais com a ampliação do entrada a novos portos e o fortalecimento da logística inland”, completa Alex Schenk.
Luiza Bublitz reforça a valia do modal em metas de descarbonização: “A cabotagem é hoje o meio de transporte mais eficiente e sustentável no Brasil — um navio transporta até 3 milénio contêineres, o que equivale a 3 milénio caminhões. Essa capacidade de movimentar grandes volumes em uma única viagem resulta em emissões significativamente menores de gases de efeito estufa. Emitimos, pelo menos, quatro vezes menos CO² do que o transporte rodoviário, de convénio com dados da ABAC (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem). Essa vantagem logística é também um diferencial competitivo para os clientes que estão avançando em suas estratégias de transição energética e descarbonização”.

