O Brasil deu um passo importante rumo à descarbonização do transporte rodoviário de cargas com o lançamento da e-FAST Brasil (Electric Freight Accelerator for Sustainable Transport), em 2 de julho. A plataforma, liderada pelo WRI Brasil, tem porquê objetivo reunir governo, setor privado e sociedade social para impulsionar a eletrificação e promover soluções sustentáveis na logística. O portal solene está disponível em efastbrasil.org.
O transporte rodoviário é responsável por 66% da movimentação de mercadorias no país e por grande segmento das emissões do setor de pujança. Por isso, a descarbonização deste segmento é precípuo para o Brasil executar suas metas climáticas e melhorar a qualidade do ar nas cidades.

Apesar dos avanços na eletrificação de veículos de passageiros e ônibus urbanos, o setor de cargas ainda carece de políticas públicas e incentivos específicos. “A descarbonização do transporte de fardo é um duelo coletivo e exige ações de diversos setores. Ao reunir diversos atores, a plataforma e-FAST Brasil procura alinhar esforços e estugar a transição para um padrão mais limpo e eficiente”, destaca Magdala Arioli, gerente de Descarbonização do Transporte do WRI Brasil.
Soluções para eletrificação do transporte de cargas
A e-FAST Brasil foi criada para desenvolver políticas públicas, soluções de financiamento e projetos-piloto que alavanquem a eletrificação do transporte urbano de cargas. A plataforma é ocasião a transportadores, embarcadores, fabricantes de veículos, fornecedores de infraestrutura de recarga, instituições financeiras e governos.
Para transportadoras, por exemplo, a plataforma pode oferecer espeque técnico no planejamento e chegada a capital para compra de caminhões elétricos. Já para embarcadores, permitirá conexões com transportadores e fabricantes, viabilizando participação em projetos-piloto para reduzir emissões de escopo 3. Para fabricantes de veículos, a plataforma contribuirá para entender o mercado e gerar demanda.
O Brasil está em posição privilegiada para essa transição, já que sua matriz elétrica é composta por 88% de fontes renováveis. Segundo a NDC brasileira, o país se compromete a compreender neutralidade de carbono até 2050, com redução de 53% das emissões até 2030. O transporte responde por 75,1% do consumo de óleo diesel e por 52,6% das emissões do setor de pujança, que é o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa.
Lançamento e inspiração internacional
A plataforma foi apresentada no workshop Caminhos para a Descarbonização do Transporte de Trouxa, onde o WRI Brasil divulgou diretrizes desenvolvidas com o setor público e privado. A iniciativa brasileira se inspira na e-FAST India, que promove a implantação de 15 milénio caminhões elétricos em cinco anos e procura uma abordagem financeira autossustentável.
A participação na e-FAST Brasil é gratuita. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] para integrar a plataforma.

