A Retrak, empresa especializada em equipamentos e sistemas de movimentação de materiais, anunciou investimento superior a R$ 13 milhões para renovação da frota de locação de empilhadeiras e ampliação da traço de dispositivos voltados à segurança e produtividade das operações ainda no primeiro trimestre de 2026.
A companhia completa 33 anos de atuação com uma frota de 4.752 equipamentos distribuídos em todo o Brasil, sendo 97% elétricos. Entre os destaques da estratégia estão as baterias de íons de lítio e os dispositivos desenvolvidos internamente para suporte às operações e ao pós-venda.
Segundo a empresa, as locações atenderam principalmente os setores de indústria, responsável por 46% da demanda, operadores logísticos, com 24%, distribuidores e atacadistas, com 14%, armazenagem, com 8%, e varejo, também com 8%.
“Renovar frota, para nós, não é uma decisão de vitrine, é uma decisão de operação. O mercado está mais exigente, com janelas menores, mais pressão por produtividade e menos tolerância à paragem. Quando a Retrak investe em equipamentos mais novos, baterias de íons de lítio e dispositivos próprios, o que estamos entregando ao cliente não é só máquina: é disponibilidade, segurança e previsibilidade na operação”, afirma Fábio Pedrão, sócio-fundador e diretor executivo da Retrak.
Ainda segundo ele, “a locação mudou de patamar nos últimos anos. O cliente não quer exclusivamente terceirizar um ativo; ele quer reduzir risco, lucrar eficiência e ter aproximação rápido a tecnologia sem imobilizar capital. É por isso que estamos reforçando a frota e o pós-venda ao mesmo tempo, porque equipamento sem suporte não resolve o problema”, completa o diretor executivo.
Baterias de íons de lítio e segurança operacional
Além da renovação da frota, a empresa informa que realizou investimentos em 2025 para desenvolvimento de acessórios e componentes voltados à melhoria do pós-venda, produtividade e segurança operacional. Entre os recursos citados estão o dispositivo eletroeletrônico Safelition®, sistemas de telemetria, softwares de gestão e reforço da frota de manutenção, atualmente composta por 43 veículos especializados.
O Safelition®, equipamento utilizado exclusivamente nas empilhadeiras equipadas com baterias de íons de lítio, foi patenteado e é produzido pela própria Retrak, com objetivo de ampliar a segurança operacional e reduzir custos relacionados ao uso inadequado dos equipamentos.
Sérgio Guimarães, diretor técnico da Retrak, explica que as baterias de íons de lítio apresentam vantagens em relação aos acumuladores chumbo-ácido, embora operações incorretas durante a recarga possam gerar riscos aos equipamentos e aos operadores.

“A bateria de íons de lítio tem registro de dados interno que inclui erros de operação. Assim, o operário pode provar que houve uso inadequado e repassar os custos de reparo ao cliente. O secundário Safelition® elimina 18 erros de operação, reduzindo os custos para o cliente. Um erro grave e muito geral eliminado pelo Safelition® é a desconexão da tomada de fardo sob fluente, que ocorre quando o operador não desliga previamente o carregador. As consequências podem ser danos sérios aos equipamentos e ao operador, que pode tolerar queimaduras”, destaca Guimarães.
Locação de empilhadeiras acompanha expansão logística
A empresa também avalia que o cenário de 2026 segue favorável para segmentos ligados à armazenagem e movimentação de cargas. Entre eles está o e-commerce brasílico, que, segundo projeções da ABComm, deve ultrapassar R$ 258 bilhões em faturamento neste ano, com desenvolvimento estimado de 10% sobre 2025.
Outro segmento citado é o de operadores logísticos, que movimenta tapume de R$ 166 bilhões por ano e representa aproximadamente 2% do PIB pátrio, de pacto com a consultoria ILOS.
Nesse envolvente, marcado por maior pressão por produtividade, escalabilidade e automação, a locação de empilhadeiras ganha espaço porquê escolha para empresas que buscam flexibilidade operacional sem urgência de imobilização de capital.
Segundo Pedrão, a definição dos equipamentos e sistemas de movimentação passou a ter impacto direto no desempenho operacional das empresas.
“A logística deixou de ser exclusivamente uma lanço operacional e passou a ocupar um lugar meão na competitividade das empresas. Em modelos porquê o fulfillment, em que prazo, produtividade e disponibilidade são determinantes, escolher a estrutura certa para a intralogística pode definir o ritmo de desenvolvimento do negócio”, afirma.
O diretor executivo acrescenta que a locação permite transferir para fornecedores especializados a gestão de custos e riscos relacionados à renovação de frota, manutenção, peças, mão de obra técnica, baterias, carregadores e treinamentos, além de oferecer maior previsibilidade financeira.
“À medida que as operações ficam mais complexas e mais pressionadas por resultado, a tendência é que as empresas busquem parceiros capazes de entregar não só equipamento, mas lucidez operacional, suporte técnico e disponibilidade real. É isso que sustenta o desenvolvimento da locação no Brasil: a urgência de lucrar produtividade com menos risco, mais flexibilidade e aproximação contínuo à tecnologia”, conclui Pedrão.
