A Rocha Terminais Portuários e Logística iniciou suas operações no Porto de Santana (AP), principal terminal de cargas do Amapá, ampliando sua atuação para a região Setentrião do Brasil. A novidade unidade será destinada à movimentação e ao escoamento de granéis sólidos vegetais, porquê milho e soja, reforçando a capacidade logística do Círculo Setentrião, galeria estratégico para o negócio exterior brasiliano, principalmente para as regiões Setentrião e Núcleo-Oeste.
Especializada em logística portuária e retroportuária, a Rocha Terminais atua há 162 anos na movimentação e armazenagem de granéis sólidos e líquidos, produtos siderúrgicos, celulose, cargas conteinerizadas, cargas de projeto e serviços de importação e exportação. A empresa possui operações nos portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Rio Grande (RS) e, agora, Santana (AP), além de presença no Porto de Itaqui (MA).
Investimentos ampliam a capacidade logística do Porto de Santana
A companhia assumiu o arrendamento do terminal MCP03 por um período de 25 anos, em seguida vencer o leilão realizado em 2024 com uma proposta de R$ 58 milhões. O contrato prevê investimentos totais de R$ 88 milhões ao longo da licença.
O terminal possui superfície de 11,7 milénio m² e capacidade de armazenagem de 76,6 milénio toneladas. Entre as melhorias previstas estão a ampliação da infraestrutura operacional, a extensão do cais em 30 metros e a construção de novos silos para armazenagem de grãos.
“Esta expansão é um marco na trajetória da Rocha, uma empresa com mais de 160 anos de história que tem o desvelo com as pessoas e o foco na eficiência e desenvolvimento do negócio para atender aos clientes. Nosso principal objetivo será desenvolver a superfície e oferecer empregos, contribuindo de forma estratégica para o desenvolvimento do Círculo Setentrião a partir do aumento da capacidade operacional e da competitividade do Porto de Santana”, afirma Darlan De David, CEO da Rocha Terminais Portuários e Logística.
O Círculo Setentrião, formado por portos e estações de transbordo localizados nos estados do Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Maranhão, vem ampliando sua influência para o negócio exterior brasiliano, principalmente no escoamento da produção agrícola destinada ao mercado internacional e na ingresso de insumos para o agronegócio.
Segundo dados da Companhia Pátrio de Provisão (Conab), a movimentação de fertilizantes pelos portos do Círculo Setentrião cresceu 98% nos últimos quatro anos, alcançando 7,01 milhões de toneladas, evidenciando o fortalecimento da região porquê galeria logístico para o agronegócio.
De contrato com a empresa, a ingresso em operação no Amapá amplia sua presença na infraestrutura portuária pátrio e procura atender ao aumento da demanda por capacidade logística na região. A expectativa é que os investimentos contribuam para enaltecer a competitividade do Porto de Santana, aumentando sua capacidade de movimentação de cargas destinadas aos mercados internacionais.
Além da China, principal sorte das exportações brasileiras de grãos, o Círculo Setentrião também atende mercados porquê Espanha, México, Japão e Países Baixos.
“A proximidade com o Conduto do Panamá e com a Europa por si só torna o escoamento pelo Setentrião atrativo. E os recentes investimentos públicos e privados vêm para impulsionar sua relevância para a economia pátrio”, destaca Darlan De David.
