Roubo de cargas gera R$ 1,2 bilhão em prejuízos em 2024

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O roubo de cargas segue porquê uma das principais ameaças à logística brasileira. De conformidade com um estudo da ICTS Security, consultoria especializada em gestão de segurança, o Brasil registrou em 2024 um prejuízo recorde de R$ 1,217 bilhão. O valor representa um aumento de 21% em relação ao ano anterior, mesmo com a queda de 11% no número totalidade de ocorrências.

O levantamento aponta para uma mudança no perfil das quadrilhas, que passaram a focar em mercadorias de maior valor associado e de fácil revenda, porquê víveres, cigarros, eletroeletrônicos, medicamentos e cosméticos. Essa seletividade elevou o impacto financeiro das ações criminosas, mesmo com a redução no volume de ataques.

Sudeste concentra perdas, mas Nordeste e Setentrião avançam

A região Sudeste continua porquê epicentro dos crimes, com 83,6% dos prejuízos nacionais. O estado de São Paulo responde por 47,2% das perdas, seguido por Rio de Janeiro (18,7%) e Minas Gerais (14,2%). No entanto, a pesquisa evidencia uma redistribuição geográfica do risco. O Nordeste passou de 8,3% para 11,7% de participação, com destaque para corredores logísticos em Pernambuco, Maranhão e Bahia.

“O progresso das quadrilhas para rotas menos protegidas, principalmente no Nordeste e interno de São Paulo, mostra uma adaptação rápida do violação organizado às vulnerabilidades regionais. A seletividade dos alvos é uma tendência que exige das empresas uma revisão jacente de seus planos de gerenciamento de risco”, afirma Anderson Hoelbriegel, Diretor de Negócios da ICTS Security.

A Região Setentrião, historicamente pouco impactada, também apresentou desenvolvimento. O índice subiu de 0,1% para 0,9% das perdas nacionais, puxado por ocorrências registradas no Pará e no Amazonas.

Sazonalidade e horários de maior risco

O estudo mapeou a sazonalidade e os períodos mais críticos. Em 2024, 31,1% dos roubos ocorreram durante a madrugada e 27,8% à noite, invertendo o padrão de anos anteriores, quando as manhãs eram predominantes. Os meses de março e maio, marcados por maior fluxo logístico em função de datas comerciais, registraram mais ocorrências.

A região Sul, por outro lado, destacou-se pelo vitória em ações integradas de segurança. O Paraná eliminou estatisticamente as ocorrências de roubo de fardo em 2024, graças à cooperação entre a Polícia Rodoviária Federalista, órgãos estaduais e o setor privado. “O exemplo do Paraná comprova que a cooperação e o uso intenso de dados e tecnologia são capazes de neutralizar a atuação das quadrilhas. Mas essa vigilância precisa ser jacente, pois o violação se adapta com muita rapidez”, acrescenta Hoelbriegel.

Estratégias para sofrear o roubo de cargas no Brasil

O estudo da ICTS Security reforça que enfrentar o roubo de cargas exige investimentos em tecnologia embarcada, lucidez preditiva, planejamento de rotas e estratégias colaborativas entre empresas e órgãos públicos. Corredores logísticos porquê a BR-116, BR-381, Rodoanel, BR-101 e BR-232 são considerados prioritários nas ações de prevenção.

“A evolução do violação logístico no Brasil não é unicamente uma questão de segurança pública, mas um duelo estratégico para a economia. A proteção das cadeias de provimento passa, necessariamente, pela capacidade de antecipar riscos com base em dados, fortalecer cooperação público-privada e prometer que as tecnologias estejam acessíveis a todas as empresas, inclusive as de médio porte”, conclui Hoelbriegel.

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