Algodão do Matopiba ganha nova rota de exportação por ferrovia até o Porto de Santos com Brado e SLC Agrícola

Algodão do Matopiba ganha nova rota de exportação por ferrovia até o Porto de Santos com Brado e SLC Agrícola

A Brado e a SLC Agrícola realizaram a primeira operação multimodal de transporte de algodão do Maranhão com rumo ao Porto de Santos (SP). O embarque principiante movimentou 246,2 toneladas de pluma de algodão e criou uma novidade selecção para a exportação da filamento produzida no Matopiba, região que reúne áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A trouxa partiu do município de Davinópolis (MA) por ferrovia com rumo a Sumaré (SP). Na lanço final, foi transportada por caminhão até o Porto de Santos, de onde seguiu por via marítima para o Sudeste Asiático. A expectativa é de que novos carregamentos sejam realizados nos próximos meses, dando perpetuidade à operação.

A iniciativa faz segmento de uma parceria construída entre as duas companhias ao longo dos últimos seis anos. Desde 2020, Brado e SLC Agrícola atuam conjuntamente no escoamento de algodão para exportação a partir do Mato Grosso, principal estado produtor da filamento no país. Ao longo desse período, a cooperação envolveu o desenvolvimento de soluções logísticas integradas e o aprimoramento das operações.

Ferrovia Setentrião-Sul amplia selecção de escoamento do algodão

A ingressão do Maranhão nesse galeria logístico ocorre em um momento de transformação da geografia da produção de algodão no Brasil. Nas últimas duas décadas, a cultura avançou para além das áreas tradicionalmente produtoras e encontrou no Matopiba uma das regiões mais promissoras para expansão.

Até logo, grande segmento da produção da região era transportada por rodovia para portos das regiões Sul e Sudeste do país. Com a novidade rota, passa a viver uma selecção baseada na Ferrovia Setentrião-Sul, que atravessa o país por mais de 2,7 milénio quilômetros, formando a mais extensa malha ferroviária ativa no Brasil.

Ou por outra, a escolha pelo escoamento via Porto de Santos está relacionada à estrutura disponível para as operações de exportação. Considerado o maior multíplice portuário da América Latina, o terminal recebeu mais de 5,7 milénio navios ao longo do ano. Esse volume de operações garante ampla oferta de serviços marítimos e maior disponibilidade de contêineres por segmento dos armadores, fatores que contribuem para os embarques e para a competitividade do algodão brasílio no mercado internacional.

“À medida que a produção avança para novas regiões, a logística precisa escoltar esse movimento com soluções que ofereçam graduação, previsibilidade e eficiência. Essa operação representa um passo importante nesse processo, conectando uma superfície em expansão a um dos principais canais de exportação do país. Todo o transporte é realizado com planejamento detalhado, monitoramento contínuo e procedimentos específicos para prometer a preservação da qualidade da trouxa ao longo de toda a viagem”, afirma Mayra Antunes Coelho, executiva de vendas da Brado.

Uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, a SLC Agrícola cultiva algodão desde 1998. A filamento é destinada principalmente à indústria têxtil e possui poderoso participação no mercado internacional. Dessa forma, o transporte e o escoamento são fatores relevantes para a competitividade do resultado brasílio.

“Essa operação demonstra nossa procura contínua por soluções que ampliem a eficiência, a segurança e a competitividade da prisão logística. A avaliação dessa novidade selecção de escoamento amplia as possibilidades de integração entre os modais e gera aprendizados relevantes para o desenvolvimento de operações futuras. Com isso, avançamos em nosso objetivo de edificar uma logística cada vez mais estratégica, previsível e sustentável, conectando planejamento, inovação, tecnologia e vantagem na realização”, afirma Thiago Sanches, Coordenador de Logística da SLC Agrícola.

A introdução de novos corredores logísticos acompanha, ainda, o prolongamento da produção pátrio. Segundo dados da Secretaria de Transacção Exterior (Secex), o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de algodão em 2025, volume 9,1% superior ao registrado no ano anterior. Atualmente, o algodão brasílio responde por 30,7% das importações globais, impulsionado pela combinação de produtividade no campo, expansão das áreas cultivadas e aumento da demanda internacional.

De congraçamento com a Companhia Vernáculo de Provimento (Conab), a superfície destinada ao cultivo de algodão mais que dobrou nos últimos 20 anos e já supera 2 milhões de hectares. Secção relevante desse prolongamento ocorreu justamente nas áreas do Matopiba, onde a disponibilidade de terras e as condições favoráveis de produção transformaram a região em uma das principais fronteiras agrícolas do país.

Nesse cenário, a ampliação das alternativas de escoamento ganha influência para escoltar o progresso da produção e conectar as áreas agrícolas aos mercados internacionais.

“Nesse contexto, a ampliação das alternativas de escoamento torna-se cada vez mais estratégica para sustentar o progresso da produção e prometer maior competitividade ao algodão brasílio nos mercados internacionais”, conclui a executiva da Brado.

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