A Arauco concluiu, na última terça-feira (14), a primeira turma do programa de formação de motoristas, iniciativa voltada à qualificação de profissionais para atender à crescente demanda do setor de celulose em Mato Grosso do Sul. Ao todo, 96 motoristas receberam certificação durante cerimônia realizada no auditório do Sest/Senat, em Três Lagoas (MS), reunindo participantes de municípios localizados na dimensão de influência do Projeto Sucuriú.
Entre os formandos, 37 são mulheres, resultado da estratégia da empresa de ampliar a participação feminina nas atividades de logística e transporte, segmentos historicamente ocupados por homens.
A iniciativa integra a estratégia da Arauco, empresa que atua nos segmentos florestal, de madeira e celulose, de preparar mão de obra lugar para seguir a expansão de suas operações no Estado, principalmente com a implantação do Projeto Sucuriú, que marcará a ingressão da separação de celulose da companhia no Brasil.
Com a desfecho da primeira turma, a empresa anunciou a rombo de inscrições para novas capacitações em Inocência (MS), onde serão oferecidas 100 vagas destinadas a condutores habilitados nas categorias B, C ou D.
Segundo Rogério Assunção Campos, gerente funcional de Fornecimento de Madeiras Próprias da Arauco, o programa tem papel estratégico tanto para o desenvolvimento regional quanto para o porvir das operações da empresa.
“O programa tem um protagonismo muito potente dentro da Companhia porque contribui para a qualificação técnica regional e para a sustentabilidade da operação no longo prazo”, afirma o executivo.
Ele também destaca que o aumento da participação feminina representa uma transformação importante no mercado de trabalho. “As mulheres têm ocupado cada vez mais espaço em diferentes áreas da operação, contribuindo para equipes mais diversas e ampliando oportunidades de geração de renda, autonomia e desenvolvimento profissional”, ressalta.
Uma das participantes da primeira turma foi Simone Francisca Ferreira Gonçalves, de 51 anos, que decidiu mudar de profissão depois quase sete anos trabalhando em um hospital. “A gente precisa ter sonhos e confiar neles. Quando vi no e-mail que tinha sido chamada para o curso, pensei: ‘Agora vou inaugurar uma novidade lanço’”, conta.
Segundo Simone, a decisão também foi inspirada pela trajetória de familiares. “Meu pai era motorista e meu marido também é. Tenho certeza de que, se meu pai estivesse vivo, estaria muito orgulhoso de mim”, afirma.

Motoristas têm papel estratégico na prisão da celulose
De conformidade com Campos, os motoristas desempenham uma função necessário na prisão produtiva da celulose, principalmente diante da graduação prevista para o Projeto Sucuriú.
“Diante da graduação da nossa operação e do significativo volume de madeira a ser movimentado, o motorista assume um papel estratégico. Mais do que conduzir um veículo, ele é o gavinha que conecta a floresta à indústria, garantindo que a matéria-prima chegue à fábrica com segurança, qualidade e no tempo exato para manter o ritmo contínuo da produção”, afirma.
O executivo acrescenta que a iniciativa procura valorizar esses profissionais e ampliar suas possibilidades de curso. “O programa coloca esse profissional no patamar de valorização que ele merece e que a operação exige, oferecendo capacitação e condições reais para a construção de uma curso sólida dentro da companhia. Ou por outra, as oportunidades em uma operação desse porte são diversas e vão muito além da dimensão florestal, abrangendo o transporte de passageiros, de equipamentos e outras frentes de desenvolvimento.”
Outro participante do curso, Sidney de Araújo, que já possui experiência em logística florestal e industrial, avalia que a formação amplia suas oportunidades profissionais. “O curso nos prepara para uma novidade lanço. Não é unicamente mudar a categoria da habilitação, mas entender a responsabilidade de atuar porquê motorista profissional, com conhecimento sobre legislação, segurança e todas as exigências da atividade”, ressalta. Ele também destaca que a capacitação atualiza conhecimentos importantes para o mercado.
“Foi uma atualização muito importante. Saímos do curso mais preparados para praticar a profissão com responsabilidade e aproveitar as oportunidades que estão surgindo na região”, completa.
Projeto Sucuriú prevê operação em 2027
O Projeto Sucuriú representa a ingressão da separação de celulose da Arauco no Brasil. O investimento previsto é de US$ 4,6 bilhões, contemplando a construção de uma fábrica com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose de ligamento curta.
O empreendimento está sendo implantado em uma dimensão de 3.500 hectares, localizada a aproximadamente 50 quilômetros de Inocência (MS), às margens do Rio Sucuriú. A temporada de terraplenagem teve início em 2024, enquanto a ingressão em operação está prevista para o final de 2027.
Segundo a empresa, durante todas as etapas do projeto são realizadas ações de monitoramento da biodiversidade, com identificação de espécies da fauna e da flora e mapeamento de áreas prioritárias para conservação ambiental.
Durante a temporada de obras, a expectativa é gerar mais de 14 milénio oportunidades de trabalho. Em seguida o início da operação, o multíplice deverá empregar murado de 6 milénio pessoas nas áreas industrial, florestal e de logística, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região, a geração de renda e a atração de novos investimentos.
