Came do Brasil amplia fábrica e projeta crescimento no mercado de segurança em 2026

Came do Brasil amplia fábrica e projeta crescimento no mercado de segurança em 2026

A filial brasileira da Came, multinacional italiana considerada líder mundial em controle de chegada, encerrou 2025 operando em uma novidade sede em Indaiatuba (SP) e projeta crescer mais de 15% no mercado de segurança em 2026. A mudança marca um novo ciclo de expansão da companhia no país, cuja estrutura atual é três vezes maior do que a utilizada anteriormente, permitindo ganhos operacionais, produtivos e logísticos.

Presente no Brasil desde 2010, a Came mais do que dobrou de tamanho nos últimos quatro anos. A novidade unidade, inaugurada no segundo semestre de 2025, ampliou significativamente as áreas destinadas à produção, montagem e armazenamento de equipamentos. Com isso, a empresa passou a descrever com maior capacidade para atender à demanda crescente do setor, que registrou resultados recordes no último ciclo anual.

Segundo Marco Barbosa, diretor da Came do Brasil, 2025 foi o melhor ano da série histórica da operação vernáculo. “O ano pretérito foi o melhor da série histórica desde quando a Came está cá. Tivemos um incremento próximo dos 30% em relação a 2024, de uma maneira universal, e a extensão que mais cresceu foi a de subida segurança novamente, com quase 100% de expansão”, afirma. Entre os produtos citados estão bollards, garras de tigre, cancelas de elevado impacto e portas com detectores de metais.

Mercado de segurança impulsiona expansão

Aliás, Barbosa atribui o desempenho ao aumento da diversificação de clientes e à estrutura organizacional adotada pela empresa. “Temos clientes hoje dos setores empresarial, de condomínios residenciais e logísticos e de Centros de Distribuição”, destaca. A Came estruturou um departamento restrito para projetos especiais, além de uma ramificação dedicada a produtos de subida segurança, o que contribuiu para sustentar o ritmo de incremento.

Esse progressão ocorre em um contexto de maior preocupação com a segurança pública no país. Pesquisa recente do Datafolha aponta que 16% dos brasileiros consideram a segurança pública o principal problema vernáculo, detrás unicamente da saúde. Em paralelo, dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) indicam que o faturamento médio do setor atingiu R$ 14 bilhões em 2024, subida de 16,1% em relação ao ano anterior.

Segundo Edvandro Cezar, gerente de importação e exportação da Came, a unidade vernáculo possui capacidade para atender o Mercosul de forma consistente. Ele também analisa os possíveis impactos do convenção entre União Europeia e Mercosul. “A avaliação inicial indica uma perspectiva positiva, principalmente no que diz reverência à melhoria das condições de importação de maquinário, componentes e insumos industriais”, afirma.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *