Estudo da JLL aponta menor taxa de vacância da história no mercado de galpões logísticos no primeiro trimestre do ano

Estudo da JLL aponta menor taxa de vacância da história no mercado de galpões logísticos no primeiro trimestre do ano

O mercado brasiliano de galpões logísticos de sobranceiro padrão iniciou 2026 com recordes de ocupação e redução da disponibilidade de espaços. De conformidade com levantamento divulgado pela JLL – empresa que atua globalmente no segmento de serviços imobiliários comerciais e gestão de investimentos, com operações em mais de 80 países –, a aspiração líquida alcançou 1,1 milhão de metros quadrados no primeiro trimestre do ano, o maior volume já registrado para o período na série histórica da consultoria.

Com o progressão das locações, a taxa pátrio de vacância caiu para 6,5%, o menor índice já registrado pelo mercado de condomínios logísticos no país.

Segundo André Romano, gerente da Ramificação Industrial e Logística da JLL, o ritmo rápido de ocupação pode ser observado principalmente no volume de pré-locações dos novos empreendimentos entregues no período.

Dos mais de 720 milénio metros quadrados adicionados ao estoque pátrio no primeiro trimestre — distribuídos entre 15 novos condomínios logísticos e 13 expansões em 12 estados —, 77% já chegaram ao mercado com contratos assinados.

“A velocidade de ocupação das novas áreas mantém a vacância em níveis baixos, uma vez que a maior secção do estoque entregue já chega ao mercado pré-locada”, afirma Romano.

Preço dos galpões logísticos sobe em diferentes estados

Além da redução da vacância, o estudo aponta progressão nos preços pedidos pelos empreendimentos logísticos. O valor médio do metro quadro no Brasil registrou subida de 8,2% nos últimos 12 meses.

Entre os estados analisados, São Paulo apresentou valorização de 12% no período, enquanto o Paraná liderou a subida percentual, com prolongamento de 20,6%.

“É proveniente que vejamos essa elevação diante de um mercado aquecido”, destaca o executivo da JLL.

Outro indicador que bateu recorde no trimestre foi a aspiração bruta, que considera o volume totalidade de locações realizadas, independentemente de devoluções de áreas. O índice atingiu 1,5 milhão de metros quadrados.

São Paulo concentrou o maior volume de negócios, com 722 milénio metros quadrados locados, seguido por Santa Catarina, com 151 milénio metros quadrados, e Espírito Santo, com 124 milénio metros quadrados.

E-commerce mantém liderança na ocupação

Assim porquê observado desde o período da pandemia, o e-commerce segue porquê principal vetor de demanda no mercado logístico brasiliano.

Segundo a pesquisa, o Mercado Livre respondeu sozinho por 320 milénio metros quadrados absorvidos no trimestre, equivalente a 21% de todo o volume pátrio de locações.

O desempenho ficou supra do registrado pela Shopee, que absorveu 137 milénio metros quadrados no período, correspondendo a 9% do totalidade pátrio.

No estado de São Paulo, o Mercado Livre concentrou 85% das absorções registradas no trimestre, reforçando a influência do setor de negócio eletrônico sobre a expansão dos condomínios logísticos.

Perspectiva segue positiva para 2026

A expectativa da consultoria é de perenidade do ritmo de ocupação ao longo de 2026. Segundo Rafael Picerni, crítico de Pesquisa e Estratégia da JLL, a demanda segue aquecida mesmo diante da previsão de novas entregas no mercado.

“Dos 3 milhões de metros quadrados previstos de novo estoque até dezembro em todo o Brasil, 35% já estão pré-locados, índice que chega a 46% em São Paulo, sinalizando que a oferta futura deve ser absorvida com a mesma prontidão observada no início do ano”, afirma.

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