Expansão logística da Shopee reforça corrida por entregas rápidas no e-commerce brasileiro, avalia Divibank

Expansão logística da Shopee reforça corrida por entregas rápidas no e-commerce brasileiro, avalia Divibank

A expansão acelerada da Shopee no Brasil evidencia uma transformação no mercado de e-commerce, onde a disputa entre as plataformas deixa de se concentrar exclusivamente em preço e variedade de produtos e passa a ter a logística uma vez que principal diferencial competitivo, avalia a Divibank – fintech especializada em otimizar pagamentos para empresas em temporada de incremento apressurado.

Em menos de quatro meses, a Shopee ampliou em 33% sua superfície de galpões logísticos no país, alcançando 1,8 milhão de metros quadrados, segundo levantamento da Binswanger. O volume equivale a aproximadamente 225 campos de futebol e reforça a estratégia das plataformas de ampliar capacidade operacional para reduzir prazos de entrega.

O progresso ocorre em ritmo apressurado. Em 2025, a companhia já havia expandido sua estrutura logística em 48,5%. Em uma estudo mais ampla, o incremento se mostra ainda mais significativo: a operação saiu de 63,3 milénio metros quadrados em 2021 para menos de 300 milénio metros quadrados em 2023, chegando agora ao atual patamar.

O movimento acompanha uma mudança no comportamento do consumidor brasiliano, que passou a considerar a rapidez nas entregas uma vez que fator médio na decisão de compra. Diante desse cenário, empresas uma vez que Mercado Livre e Amazon também vêm ampliando suas redes logísticas para aumentar capilaridade e proximidade com os grandes centros urbanos.

A distribuição geográfica da operação da Shopee acompanha essa lógica. A maior concentração de galpões está em Guarulhos (SP), com quase 340 milénio metros quadrados. Em seguida aparecem a Região Metropolitana de Belo Horizonte (235 milénio m²), Cajamar (158 milénio m²), Rio de Janeiro (128 milénio m²) e Recife (92 milénio m²).

Segundo o material divulgado, a escolha dessas regiões leva em consideração fatores uma vez que densidade populacional, infraestrutura logística e entrada a corredores estratégicos de distribuição.

Logística ganha protagonismo no e-commerce

Mais do que ampliar espaço físico, o movimento indica uma mudança estrutural na atuação das plataformas digitais. Ao investir diretamente em infraestrutura logística, empresas de e-commerce passam a internalizar etapas que antes eram terceirizadas, reduzindo sujeição de operadores logísticos e aumentando o controle sobre prazos e custos operacionais.

Para Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank, a logística deixou de ser exclusivamente uma atividade de suporte e passou a ocupar posição médio na experiência do consumidor.

“O que está em jogo agora não é exclusivamente eficiência operacional, mas o controle da experiência do consumidor de ponta a ponta. A logística deixou de ser suporte e passou a ser o resultado”, afirma.

O cenário também aumenta a barreira de ingresso para novos concorrentes, já que operações dessa graduação exigem investimentos elevados em infraestrutura, tecnologia e gestão operacional.

A expansão da Shopee reflete uma reorganização mais ampla do setor de e-commerce no Brasil, em que a entrega rápida passa a ser tratada menos uma vez que diferencial e mais uma vez que requisito capital de competitividade. Ao mesmo tempo, o repto das empresas passa a ser lastrar incremento operacional e rentabilidade em um envolvente pressionado pelos custos logísticos elevados.

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