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Exportações de milho enfrentam risco com guerra no Oriente Médio e exigem certificação fitossanitária para redirecionamento de navios

A possibilidade de interrupção das exportações de milho para o Oriente Médio acendeu um alerta no agronegócio brasílio. O Irã, atualmente o principal rumo do cereal produzido no Brasil, responde por murado de 22% das exportações nacionais, segundo dados do negócio internacional. Em um cenário de agravamento das tensões na região, segmento significativa desses embarques pode precisar ser redirecionada para novos mercados.

Caso isso ocorra, milhões de toneladas de milho em trânsito ou já embarcadas teriam que encontrar rapidamente outros destinos comerciais. Sem essa realocação manipresto, o excesso de oferta no mercado interno pode pressionar os preços e gerar prejuízos para produtores e exportadores.

No entanto, mudar a rota de um navio repleto de grãos em alto-mar envolve mais do que uma decisão mercantil. O processo exige adequação documental e sanitária às regras do novo país importador. Cada mercado possui exigências próprias, mormente quando se trata do negócio internacional de víveres.

Por esse motivo, uma trouxa agrícola não pode simplesmente mudar de rumo e ser descarregada em outro porto sem executar os requisitos sanitários específicos daquele país. Para viabilizar a operação, é necessária a emissão de um novo Certificado Fitossanitário, documento que comprova que o resultado atende às normas estabelecidas pelo importador.

A estudo técnica e a emissão dessa certificação fitossanitária são atribuições exclusivas dos auditores fiscais federais agropecuários (Affas), profissionais responsáveis por verificar os protocolos sanitários e prometer que a trouxa esteja em conformidade com as exigências internacionais.

De congraçamento com Ricardo Leite, secretário-geral da Delegacia Sindical do Rio Grande do Sul do ANFFA Sindical – Sindicato Vernáculo dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, o trabalho começa com a estudo dos critérios sanitários estabelecidos pelo país importador.

“Cabe ao auditor fiscal federalista agropecuário verificar se a trouxa atende aos requisitos fitossanitários exigidos pelo país importador. No caso do milho, isso envolve a estudo de pragas, impurezas e possíveis contaminações, além de outras exigências sanitárias que cada mercado estabelece para permitir a ingresso do resultado”, afirma.

Aliás, quando surge a premência de redirecionar uma trouxa já fiscalizada, é preciso calcular se os requisitos do novo rumo foram contemplados durante a inspeção realizada antes do embarque.

“Quando há mudança de rumo, é necessário verificar se os requisitos exigidos pelo novo país já foram atendidos durante a fiscalização realizada no Brasil. Se qualquer requisito específico não tiver sido verificado antes do embarque, pode surgir um impasse para a ingresso da trouxa”, acrescenta.

Sem a certificação adequada, a embarcação pode permanecer impedida de descarregar no novo rumo. Nesses casos ocorre o chamado “encalhe da trouxa”, situação em que o navio permanece parado aguardando autorização sanitária.

Essa quesito gera custos logísticos elevados para os exportadores, mormente por conta das chamadas multas de demurrage, ou custos de sobreestadia. Aliás, o tardança aumenta o risco de deterioração da trouxa.

Para o presidente do ANFFA Sindical, Janus Pablo Macedo, o trabalho desses profissionais é fundamental para prometer o funcionamento do negócio global de víveres, sobretudo em cenários de instabilidade geopolítica.

“O negócio global de víveres funciona com base em crédito e certificações. Se houver premência de redirecionar uma trouxa de milho, o auditor fiscal federalista agropecuário é quem analisa as exigências do novo rumo e emite a certificação necessária para que o resultado brasílio tenha ingresso autorizada naquele mercado”, afirma.

Segundo ele, essa atuação ultrapassa a função tradicional de fiscalização. “Muitas vezes, o auditor é visto somente sob a ótica da fiscalização ou emprego de regras. Mas atuamos, sobretudo, uma vez que facilitadores do negócio internacional. Garantimos que os produtos brasileiros tenham credibilidade para rodear nos mercados globais, independentemente das oscilações geopolíticas”, explica Janus Pablo.

Em cenários de instabilidade no Oriente Médio, essa atuação técnica pode ser decisiva para evitar gargalos logísticos e prometer a ininterrupção das exportações de milho brasileiras para outros mercados.

O ANFFA Sindical é a entidade representativa da curso de auditor fiscal federalista agropecuário, vinculada ao Ministério da Cultivação e Pecuária (MAPA). A organização atua em todo o território vernáculo, representando auditores ativos, aposentados e pensionistas.

Esses profissionais desempenham papel estratégico na segurança nutrir e no negócio exterior brasílio. Sua atuação envolve desde a fiscalização em propriedades rurais e indústrias até o controle sanitário em portos, aeroportos e fronteiras, além da certificação sanitária que viabiliza exportações e importações de produtos agropecuários.

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