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Falhas elétricas em empilhadeiras representam 38% das paradas em armazéns, mostra Netmak

As falhas elétricas representam hoje uma das principais causas de indisponibilidade de equipamentos logísticos no Brasil. Segundo levantamento da Netmak Empilhadeiras, até 38% das paradas não programadas em armazéns e centros de distribuição decorrem de problemas nesse sistema, pressionando custos e prazos em operações já intensificadas pelo propagação do setor.

O risco se agrava diante de um parque industrial envelhecido. Dados da CNI apontam que as empilhadeiras brasileiras têm idade média de 14 anos, sendo que 38% já operam no limite ou além do ciclo de vida recomendado. Esse cenário amplia a vulnerabilidade a falhas e reforça a urgência de manutenção preventiva.

Falhas elétricas em empilhadeiras representam 38% das paradas em armazéns, mostra Netmak

Outro fator é o progresso dos condomínios logísticos, que fecharam 2024 com expansão de 9% e 3,8 milhões de m² locados, segundo a Colliers. O aumento da frota em operação prolongou o tempo de uso dos equipamentos e elevou a demanda por inspeções de componentes sensíveis, uma vez que o regulador de voltagem, peça sátira para o funcionamento elétrico das empilhadeiras.

De conformidade com Tiago Oliveira, mecânico de empilhadeiras da Netmak, os efeitos de um regulador imperfeito vão muito além da lapso pontual: “Um regulador de voltagem fora de especificação pode reduzir em até 50% a vida útil da bateria e culminar em danos irreversíveis ao alternador, é uma lapso pequena que vira um problema grande”. Entre as consequências mais comuns estão sobretensão, subvoltagem e danos em módulos de controle.

O Diretor Mercantil da Netmak, Junior Orbolato, alerta que a prevenção é indispensável: “Manter o sistema elétrico em dia é fundamental para produtividade e segurança em toda a operação”. Além da questão operacional, o problema também tem reflexos na segurança do trabalho. Em 2024, o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho, a maioria em ambientes laborais, segundo o Ministério do Trabalho e Ocupação.

Para reduzir ocorrências, especialistas e a prática de campo convergem em três frentes: inspeções periódicas, limpeza e reaperto de conexões e substituição preventiva do regulador entre dois e três anos, conforme intensidade de uso.

Nesse contexto, a Netmak tem reforçado protocolos com diagnóstico elétrico especializado e fornecimento de reguladores compatíveis com diferentes modelos. A empresa destaca que combina peças certificadas e garantia estendida para testificar a perpetuidade das operações. “Nosso papel é prometer que o cliente tenha disponibilidade máxima do equipamento e segurança em cada operação”, complementa Orbolato.

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