O período de Volta às Aulas é historicamente um dos mais desafiadores para o varejo, sobretudo para empresas que operam de forma integrada entre lojas físicas e e-commerce. O aumento da demanda, a pressão por prazos reduzidos e o nível mais proeminente de exigência dos consumidores tornam a logística um fator decisivo para a sustentação da operação. Nesse contexto, a parceria entre a Kalunga e a Eu Entrego ganhou relevância ao transformar mais de 220 lojas da rede em centros ativos de distribuição espalhados pelo país.
“A logística é uma segmento importantíssima disso, principalmente no do dedo”, afirma Felipe Algazi, gerente de BI e Do dedo da Kalunga. Segundo o executivo, a evolução do setor elevou também o padrão de cobrança por segmento do consumidor. “De uns tempos para cá, aprendemos muito a fazer a logística e os players, no universal, melhoraram demais. Portanto, com isso, a exigência do consumidor aumentou bastante também”.

Um dos principais efeitos da estratégia foi a ampliação da capilaridade logística. Atualmente, além do Meio de Distribuição localizado em Barueri (SP), a companhia passou a racontar com sua própria rede de lojas uma vez que pontos de expedição. “Um dos grandes ganhos é esse, da capilaridade. Nós temos um Meio de Distribuição em Barueri que entrega para o Brasil inteiro. E agora, com essa parceria com a Eu Entrego em 100% das mais 220 lojas da Kalunga, conseguimos ter 220 Centros de Distribuição”, explica Algazi. Dessa forma, a empresa reduz distâncias e aproxima os produtos do consumidor final.
Esse protótipo está fundamentado na estratégia de ship from store, na qual as lojas físicas assumem papel medial uma vez que hubs operacionais. “É uma estratégia muito potente da Kalunga e temos conversado para cada vez ampliar a atuação das lojas, dos pontos de entrega hoje, e contamos muito também com a parceria das nossas lojas”, afirma o gerente de BI e Do dedo. Segundo ele, o engajamento das equipes locais é um fator relevante para o funcionamento do sistema. “O foco é atender o cliente. E com isso, envolvemos todo mundo no negócio. O importante é atender o cliente”.
Além da descentralização da expedição, a operação contempla diferentes modalidades de entrega, ajustadas à urgência e ao perfil do pedido. “A Kalunga é conhecida para vender muito para empresas e às vezes a urgência é muito grande. Acabou o cartucho, acabou o sulfite, teve um problema com uma máquina. Portanto essa modalidade de same hour é muito importante para a gente, mas as demais também”, relata Algazi. Ele também destaca que a operação é ajustada de forma contínua, a partir de análises regionais e trocas operacionais entre as equipes.
