MRS Logística e DP World criam solução logística multimodal para exportações do Centro-Oeste

MRS Logística e DP World criam solução logística multimodal para exportações do Centro-Oeste

A MRS Logística e a DP World desenvolveram uma solução de logística multimodal voltada ao escoamento de commodities agrícolas do Meio-Oeste brasiliano para o Porto de Santos. A operação integra os modais rodoviário e ferroviário para ampliar eficiência operacional, reduzir custos logísticos e minimizar gargalos de chegada ao principal multíplice portuário do país.

A iniciativa atende principalmente cargas de feijoeiro, gergelim, açúcar e algodão, produtos que vêm ampliando a demanda por alternativas logísticas mais previsíveis e escaláveis para exportação.

Segundo a MRS, o transporte de cargas conteinerizadas por ferrovia tem registrado prolongamento nos últimos meses, mormente entre produtores do Meio-Oeste que buscam soluções capazes de reduzir impactos provocados pelos congestionamentos no entorno do Porto de Santos.

O protótipo operacional desenvolvido em parceria com a DP World prevê que as commodities sejam transportadas inicialmente por rodovia das fazendas produtoras até terminais parceiros localizados em Suzano, Jundiaí e Paulínia, no estado de São Paulo. Nessas unidades, as cargas são conteinerizadas e seguem por ferrovia até o terminal portuário da DP World em Santos.

De conformidade com a companhia, a operação procura reduzir gargalos relacionados ao recebimento e armazenamento de cargas no porto, fatores que impactam diretamente prazos e custos de exportação.

“Nossa expertise ferroviária, combinada com a infraestrutura portuária de ponta da DP World, permite que os produtores brasileiros alcancem mercados globais de forma mais rápida, econômica e ambientalmente responsável”, afirma Marco Dornelas, gerente mercantil da MRS Logística.

Além da integração entre os modais, a solução também contempla possibilidade de armazenagem nos terminais parceiros e garantia de recebimento nos terminais portuários, o que amplia a previsibilidade operacional para os embarcadores.

Segundo Dornelas, outro diferencial está na graduação operacional da ferrovia, com capacidade para movimentar até 84 TEUs por viagem, além da redução dos impactos ambientais em confrontação ao transporte exclusivamente rodoviário.

“É uma solução completa, do campo ao navio, que reforça o papel estratégico da ferrovia no desenvolvimento do agronegócio pátrio e atende à premência urgente de escoamento de commodities aos portos”, complementa o executivo.

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