A Myriota, empresa especializada em conectividade segura via satélite e de insignificante consumo de pujança para Internet das Coisas (IoT), anunciou a integração de conectividade celular à sua rede não terrestre 5G (NTN) HyperPulse e ao rastreador de ativos AssetHawk. A novidade cria uma rede híbrida de IoT que combina informação via satélite e redes celulares para ampliar o monitoramento de equipamentos, veículos e cargas.
A solução tem uma vez que objetivo atender operações que transitam entre áreas com cobertura terrestre e locais remotos sem sinal celular. Dessa forma, a conectividade híbrida procura ampliar a visibilidade operacional de ativos industriais em diferentes ambientes, reduzindo a urgência de reger contratos, plataformas e fornecedores separados para cada tipo de rede.
Com o HyperPulse, o direcionamento das mensagens ocorre maquinalmente pela rede celular ou via satélite, conforme a disponibilidade e a formato definida. Assim, um único dispositivo pode seguir um ativo desde centros logísticos urbanos até regiões afastadas, utilizando uma única estrutura de conectividade.
“Durante décadas, um grande número de ativos operacionais remotos e distribuídos permaneceu desconectado — não porque a tecnologia não existisse, mas porque a economia não fechava. O HyperPulse muda essa equação. Pela primeira vez, é comercialmente viável conectar praticamente qualquer ativo, em qualquer lugar, por menos de um dólar por mês. Isso não é uma melhoria incremental. É um novo mercado”, afirmou Ben Cade, CEO da Myriota.
IoT via satélite amplia aplicações em transporte e logística
Historicamente, a IoT via satélite foi utilizada principalmente em operações localizadas em áreas remotas. Com a integração da conectividade celular, a Myriota amplia o uso da tecnologia para ativos que passam segmento da operação fora da cobertura terrestre, uma vez que carretas em corredores de transporte, equipamentos móveis, contêineres e estruturas distribuídas.
Segundo a empresa, esse padrão atende uma demanda de setores uma vez que transporte e logística, agronegócio, mineração, infraestrutura e locação de equipamentos, nos quais veículos e ativos frequentemente alternam entre regiões conectadas e áreas sem cobertura convencional.
Dados citados pela Myriota, com base no Indicador de Conectividade Rústico (ICR), da ConectarAgro, apontam progresso da cobertura 4G ou 5G em áreas agrícolas brasileiras, que passou de 18,7% para 33,9% no período analisado. Entretanto, o levantamento também indica diferenças regionais na expansão da conectividade traste, principalmente em áreas mais afastadas e fora dos principais corredores.
Nesse cenário, a conectividade híbrida entre redes celulares e satelitais pode contribuir para manter a informação contínua de ativos que percorrem longas distâncias, incluindo operações envolvendo rodovias, portos, áreas rurais e unidades industriais.
A ABI Research estima que as conexões de IoT baseadas em padrões de redes não terrestres devem crescer de 2,08 milhões em 2024 para quase 14 milhões em 2032, com desenvolvimento anual formado de 26,9%.
A Myriota informa que a rede HyperPulse foi projetada seguindo os padrões da versão 17 do 3GPP e está disponível em países uma vez que Estados Unidos, México, Argentina, Brasil, Austrália, Novidade Zelândia e Arábia Saudita, com expansão prevista para novos mercados.
O AssetHawk, rastreador de ativos desenvolvido pela empresa, foi criado para operar na rede híbrida HyperPulse. O equipamento permite integração com sensores Bluetooth® Low Energy (BLE), funcionando também uma vez que uma base para aplicações de monitoramento em graduação.
