O Porto de Aratu-Candeias, localizado na Região Metropolitana de Salvador (BA), iniciou uma novidade lanço em sua operação ao realizar, pela primeira vez em 51 anos de funcionamento, a movimentação de granéis vegetais. A atividade ocorre no terminal ATU 18, com o embarque inicial de 35 milénio toneladas de sorgo, resultado proveniente do oeste baiano.
A operação marca a ingresso do porto em uma novidade frente logística voltada ao escoamento da produção agrícola da Bahia, ampliando o perfil de cargas movimentadas pelo multíplice portuário. Até logo, a estrutura mantinha foco preponderante nas cargas ligadas às indústrias petroquímica e mineral, em razão de sua origem histórica vinculada ao atendimento do Polo Petroquímico de Camaçari, criado na dezena de 1970.
Com a inauguração dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, o porto passou por uma ampliação significativa de sua estrutura operacional. A novidade infraestrutura permite o processamento desse tipo de trouxa e abre espaço para a diversificação das atividades portuárias.
De negócio com o presidente da Domínio Portuária Federalista – CODEBA, Antonio Gobbo, que administra o Porto de Aratu, o início das operações no ATU 18 representa um novo ciclo para o setor portuário baiano.
“O desenvolvimento econômico e social se conquista com estudo, planejamento e ação — e foi isso que fizemos. Projetamos para que o Porto de Aratu alcance a maior movimentação de sua história, com a ampliação da estrutura de retroárea, a construção de quatro silos, cada um com capacidade de 30 milénio toneladas, e a automatização das operações por meio das modernas esteiras instaladas no ATU 18. Todo esse investimento reduzirá o tempo e os custos das operações e deve gerar um acréscimo de mais de 20% de movimentação de cargas”, afirma Gobbo.
Segundo ele, a expectativa também envolve propagação nas operações do Porto de Salvador, que recentemente registrou níveis recordes de movimentação, levando a companhia a liberar novos espaços para atender à demanda das operações portuárias.
Modernização do terminal
A modernização do terminal ATU 18 foi conduzida pela CS Portos, empresa da CS Infra, pertencente ao Grupo SIMPAR. O projeto recebeu investimentos superiores a R$ 400 milhões, destinados à revitalização da espaço e à implantação de estruturas voltadas ao manuseio e armazenagem de granel vegetal, principalmente soja, milho e sorgo.
Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, a novidade operação representa uma transformação relevante para o multíplice portuário e para a logística do agronegócio baiano.
“É um novo capítulo para o terminal, que amplia sua relevância estratégica ao incorporar uma operação voltada ao escoamento da produção agrícola. Os investimentos realizados pela CS Portos traduzem nossa visão de longo prazo para a infraestrutura pátrio: tornar ativos relevantes mais modernos, eficientes e competitivos. Assim, entregamos uma estrutura à fundura do potencial do agronegócio, ajudando a reduzir gargalos logísticos, gabar a produtividade e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.”
Os recursos investidos foram aplicados na implantação de infraestrutura logística especializada, incluindo classificadores, tombadores, moegas rodoviárias e um recinto para veículos. Também foram construídos quatro silos, cada um com capacidade para 30 milénio toneladas, ampliando a capacidade de armazenagem do terminal.
Outrossim, foram incorporados equipamentos voltados à eficiência operacional. Entre eles está um shiploader devotado à exportação de grãos, com capacidade de movimentação de até 2 milénio toneladas por hora. O sistema permitirá uma produtividade média de até 30 milénio toneladas por dia no terminal de granel vegetal.
Com a novidade estrutura, o terminal ATU 18 poderá atingir capacidade de movimentação de até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Para o primeiro ano de operação, a projeção é saber até 3 milhões de toneladas, com capacidade inicial de armazenagem estática de 120 milénio toneladas.
Em etapas futuras de expansão, a expectativa é que a movimentação anual do terminal possa chegar a 7,5 milhões de toneladas, ampliando a participação do Porto de Aratu na logística de exportação do agronegócio do oeste da Bahia.
A ingresso do porto no mercado de granéis vegetais amplia as alternativas logísticas para o escoamento da produção agrícola da região e fortalece a integração entre infraestrutura portuária e cadeias produtivas do agronegócio baiano.
