Projeto Sucuriú mobiliza transporte de cargas pesadas entre portos de Santos e Paranaguá rumo a Mato Grosso do Sul

Projeto Sucuriú mobiliza transporte de cargas pesadas entre portos de Santos e Paranaguá rumo a Mato Grosso do Sul

A logística do Projeto Sucuriú, da Arauco, considerado o maior empreendimento de celulose em lanço única do mundo, atingiu novos marcos com a chegada ao Brasil de equipamentos industriais de grande porte fornecidos pela multinacional finlandesa Valmet. Em uma operação logística complexa, componentes estratégicos desembarcaram nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) e seguem agora por transporte rodoviário de cargas pesadas até o canteiro de obras em Inocência (MS).

A movimentação envolve equipamentos fabricados na China, transportados por via marítima durante muro de 45 dias até os terminais brasileiros. A partir dos portos, a operação passa a depender de uma logística terrestre altamente especializada para transportar peças de grande dimensão e peso até o interno do país.

Entre as cargas já recebidas, a mais recente e de maior porte foi descarregada no Porto de Santos, com a chegada do chamado Balão da Caldeira, considerado o coração do sistema de geração de vapor da futura vegetal industrial. O equipamento é o componente mais pesado da caldeira de recuperação, com 32 metros de comprimento, 3,15 metros de largura, 3,81 metros de profundidade e 312 toneladas.

Segundo Fábio Moreira, gerente de projetos da Valmet, a chegada do equipamento representa um marco relevante dentro do cronograma do empreendimento. “O balão da caldeira é um dos equipamentos mais importantes da ilhota de recuperação. Ele concentra a geração de vapor que sustenta a operação industrial. Receber e preparar a instalação de um componente dessa magnitude, é um marco técnico e logístico que comprova o superior nível de engenharia, planejamento e integração do nosso time”.

Para realizar o transporte rodoviário do equipamento, foi necessário organizar um comboio com aproximadamente dez veículos. A operação incluiu uma carreta peculiar equipada com 28 linhas de eixo e três cavalos mecânicos, além de escolta especializada. O deslocamento também contou com pedestal da Polícia Rodoviária Federalista (PRF), da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e de concessionárias de rodovias ao longo do trajeto.

O equipamento será instalado a quase 90 metros de profundidade na estrutura da vegetal industrial. Para isso, dois guindastes com capacidade de 750 toneladas serão utilizados na operação de içamento. Claudinei Santos, diretor de engenharia e implantação do Projeto Sucuriú, explica a dimensão do duelo técnico. “O balão será instalado a quase 90 metros de profundidade. Dois guindastes de 750 toneladas serão necessários para o içamento. Esse é um duelo inopinado de engenharia e construção — mais um marco que caracteriza megaprojetos porquê o Sucuriú. Quando içado, marcará oficialmente o início da montagem das partes de pressão do equipamento que será a maior caldeira de recuperação química do mundo”.

Além do terminal paulista, o Porto de Paranaguá, no Paraná, também participa da logística do projeto. O terminal recebeu dois separadores de topo, cada um com 65 toneladas e 6,60 metros de profundidade — as peças mais altas transportadas no empreendimento. Esses equipamentos são essenciais no processo de produção da celulose, pois realizam a separação dos cavacos de madeira do licor de decocção no digestor.

De concordância com Claudinei Santos, a operação logística deverá continuar ao longo de todo o ano. “Para 2026, está previsto um fluxo contínuo de operações logísticas até o final do ano. Mais de 150 peças de grande porte — porquê filtros e espelhos de evaporação — ainda devem passar pelos portos brasileiros com sorte a Mato Grosso do Sul”.

Devido às dimensões das cargas, a operação exige o uso de carretas especiais com plataforma e linhas de eixo, solução que reduz a profundidade totalidade do conjunto e facilita manobras durante o transporte rodoviário. Outrossim, cada deslocamento demanda planejamento detalhado de rotas, escolta obrigatória e coordenação com órgãos de infraestrutura e concessionárias.

Nesse contexto, também participam da operação equipes de pedestal da PRF, PRE, concessionárias de rodovias, além de empresas de vontade porquê a Copel, que podem atuar em intervenções necessárias ao longo do trajectória.

Outro marco logístico previsto para as próximas etapas envolve a chegada dos filtros da WLP (White Liquor Plant), que também fazem secção do conjunto de equipamentos industriais fornecidos pela Valmet. Segundo Thiago Brandalize, gerente de projetos da empresa, a entrega representa progressão no cronograma do empreendimento. “O próximo grande marco já está definido: serão os filtros da WLP (White Liquor Plant). A chegada desses equipamentos reflete um progresso significativo no cronograma, e a sinergia entre Valmet e Arauco, com entregas estratégicas para o projeto, de concordância com o cronograma da obra”.

No contexto do Projeto Sucuriú, a Valmet atua porquê fornecedora de tecnologias industriais, automação e serviços especializados para a vegetal de celulose da Arauco. A parceria inclui sistemas de automação e controle DNA/IQ, utilizados para otimização de processos industriais, além de serviços de manutenção e suporte técnico ao longo do ciclo de vida dos equipamentos.

A Arauco, por sua vez, é uma companhia global do setor florestal, com atuação nas áreas de celulose, painéis de madeira e vontade renovável. A empresa possui operações industriais em diversos países e também no Brasil.

Já a Valmet atua globalmente no fornecimento de tecnologias e soluções para indústrias de processo, incluindo papel, celulose e vontade. A companhia possui muro de 18.500 profissionais em aproximadamente 40 países e registrou vendas líquidas de muro de 5,2 bilhões de euros em 2025. A sede está localizada em Espoo, na Finlândia.

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