O progresso dos caminhões elétricos tem intensificado a disputa no setor de transporte rodoviário de cargas e posto pressão sobre as montadoras tradicionais. Um relatório da Idle Giants indica que empresas uma vez que Daimler Truck, Traton e Grupo Volvo, que concentram mais de 80% do mercado global, podem perder espaço caso não acelerem a eletrificação de suas frotas.
De pacto com o estudo, embora essas fabricantes — responsáveis por marcas uma vez que Mercedes-Benz, Scania e Volvo Trucks — tenham papel relevante na transição energética, ainda precisam ampliar a produção e tornar os veículos mais competitivos em preço. Ao mesmo tempo, novos concorrentes, principalmente chineses, avançam rapidamente com modelos mais acessíveis e produção em larga graduação.

Pressão de fabricantes chinesas
Empresas uma vez que SANY e XCMG têm ampliado presença no mercado, inclusive no Brasil. A SANY, por exemplo, passou a oferecer caminhões elétricos com preços entre R$ 1,8 milhão e R$ 1,9 milhão, enquanto modelos equivalentes de fabricantes tradicionais podem chegar a respeito de R$ 2,5 milhões. Esse diferencial reforça a competitividade das novas entrantes.
Esse movimento acompanha uma tendência já consolidada em outros segmentos. No mercado de ônibus elétricos da América Latina, fabricantes chinesas lideram com ampla vantagem, respondendo por tapume de 85% da frota em operação, com destaque para a liderança da BYD.
Apesar de já incluírem veículos elétricos em seus portfólios, as montadoras europeias avançam em ritmo mais lento. Historicamente, a eletrificação de veículos pesados apresenta detença de 6 a 8 anos em relação aos veículos leves, devido à maior demanda energética e dificuldade operacional. Ainda assim, a diferença de velocidade em relação às fabricantes chinesas vem se ampliando.
Segundo Clemente Gauer, membro da coalizão Gigantes Elétricos, “alguns grandes fabricantes europeus ainda estão avançando muito lentamente na transição energética em países em desenvolvimento, mantendo o foco na produção de veículos pesados com motor de esbraseamento interna. Ao mesmo tempo, ao adiarem a descarbonização, essas empresas correm o risco de perder participação de mercado para novas empresas, que já demonstram liderança na eletrificação do setor”.
O Brasil aparece uma vez que um mercado estratégico nesse cenário. Embora a adoção de caminhões elétricos ainda esteja em estágio inicial, a maior segmento das rotas — entre 100 e 600 km — já está dentro da autonomia desses veículos. Aliás, projetos uma vez que o e-Dutra, que prevê um galeria com infraestrutura de recarga entre Rio de Janeiro e São Paulo, indicam avanços na preparação do país para essa transição.
“A infraestrutura já está avançando e a tecnologia de caminhões elétricos já permite percorrer grandes distâncias, mas ainda falta um passo decisivo das próprias montadoras, que concentram a maior segmento do mercado: ampliar a produção no Brasil”, afirma Gauer. Segundo ele, o lucro de graduação será determinante para reduzir custos e viabilizar a competitividade.
O estudo também destaca o impacto ambiental do setor. Embora representem exclusivamente 3% da frota, os caminhões pesados são responsáveis por tapume de 30% das emissões de CO₂ do transporte rodoviário. Essas emissões podem gerar até US$ 1,4 trilhão em custos relacionados à saúde ao longo de dez anos.
Por outro lado, os caminhões elétricos apresentam potencial para reduzir emissões, além de oferecer menor dispêndio operacional e maior eficiência energética. Outro fator relevante é a proteção contra a volatilidade dos preços dos combustíveis.
O interesse pelo segmento também cresce em ritmo apressurado. Em 2024, as vendas globais de caminhões elétricos aumentaram quase 80%, e, exclusivamente no primeiro semestre de 2025, foram comercializadas tapume de 90 milénio unidades, com possante concentração na China. Esse cenário reforça a liderança do país na transição e explica a expansão de suas fabricantes para mercados internacionais.
A iniciativa Gigantes Elétricos, responsável pelo relatório, atua na mobilização de fabricantes para estugar a eletrificação do transporte rodoviário de cargas, com foco em inovação, competitividade e redução de impactos ambientais.