Super Terminais amplia infraestrutura portuária com três novos guindastes elétricos e investimento de R$ 120 milhões

Super Terminais amplia infraestrutura portuária com três novos guindastes elétricos e investimento de R$ 120 milhões

A Super Terminais, um dos principais hubs logísticos da Região Setentrião e operadora portuária especializada na movimentação de contêineres, cargas de projeto e cargas gerais em Manaus (AM), recebeu três novos guindastes elétricos da obreiro alemã Konecranes. O investimento de R$ 120 milhões integra o projecto de transição energética da companhia e amplia para seis o número de equipamentos elétricos em operação no terminal.

Além da renovação da frota, a empresa também avança na expansão de sua infraestrutura portuária, elevando a capacidade operacional do multíplice e ampliando o número de berços de atracação de quatro para seis.

Guindastes elétricos ampliam capacidade operacional e reduzem emissões

Os novos equipamentos são do padrão Gottwald ESP 10 e apresentam características voltadas para operações de subida produtividade. Cada guindaste possui capacidade de içamento de até 125 toneladas, velocidade de elevação de até 120 metros por minuto e alcance supremo de lança de 64 metros.

Essas especificações permitem a operação de embarcações de grande porte, incluindo navios da classe Super Post Panamax, com até 19 fileiras de contêineres. Outro diferencial é o sistema totalmente elétrico. Conectados diretamente à rede terrestre, os equipamentos dispensam sistemas hidráulicos convencionais, reduzindo significativamente o consumo de óleo e combustíveis fósseis, além de varar emissões atmosféricas durante a operação.

Segundo Marcello Di Gregorio, diretor-geral da Super Terminais, os investimentos reforçam a estratégia da empresa de combinar eficiência operacional e sustentabilidade. “A chegada de mais três guindastes é um marco que reafirma nossa dedicação em liderar uma agenda verdejante na atividade portuária, aliando a responsabilidade ambiental com a máxima performance logística. Esses investimentos garantem uma operação com menor emissão de carbono e nos dão a robustez necessária para atender navios ainda maiores e à crescente demanda da Zona Franca de Manaus com sustentabilidade e tecnologia de ponta”, afirma.

Além da compra dos equipamentos, o projeto contempla a ampliação do píer em 120 metros, fazendo a estrutura atingir 720 metros de extensão. Com isso, o terminal ampliará sua capacidade física, passando de quatro para seis berços de atracação simultâneos. A empresa informa que a expansão, associada à operação dos novos guindastes, permitirá maior prontidão no fluxo de embarcações e nas operações de trouxa e descarga.

Investimentos reforçam estratégia de sustentabilidade do terminal

A incorporação dos novos equipamentos faz segmento da estratégia de desenvolvimento sustentável adotada pela empresa nos últimos anos. Em 2023, a Super Terminais tornou-se o primeiro porto brasílico a receber a certificação Green Port, concedida pela AQUA (Subida Qualidade Ambiental) posteriormente auditoria que avaliou práticas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e aos princípios ESG.

Já em 2025, o terminal recebeu o Selo Ouro Pró-Clima, outorgado pela Associação Brasileira para Descarbonização de Portos dentro do programa instituído pela Portaria nº 58/2025 do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A iniciativa integra o Pacto pela Sustentabilidade, criado para estimular práticas ambientais, sociais e de governança entre operadores portuários, aeroportuários e hidroviários.

Também durante a COP30, realizada em Belém (PA), a empresa recebeu o Selo de Sustentabilidade 2025 na categoria Diamante, reconhecimento outorgado pelo MPor às organizações que adotam práticas voltadas ao desenvolvimento ambiental, social e econômico.

Entre os projetos previstos pela companhia estão o início das operações no Porto de Itacoatiara (AM), novos investimentos em modernização de ativos e uma parceria com o Governo do Amazonas para implantação da primeira usina de gás destinada ao provisão de equipamentos portuários, ampliando o uso de fontes energéticas de menor impacto ambiental nas operações.

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