As tecnologias ergonômicas na logística vêm ganhando espaço porquê resposta ao aumento dos afastamentos de trabalhadores em operações de armazenagem. Pelo terceiro ano ininterrupto, dores nas costas e problemas na pilastra lideram as causas de isolamento no Brasil, segundo dados recentes do Ministério da Previdência Social. Nesse contexto, atividades que envolvem movimentação manual e repetitiva de cargas, porquê carregamento e descarregamento de caminhões, figuram entre as mais críticas do ponto de vista ergonômico.
De concórdia com especialistas do setor, a permanência de práticas operacionais fortemente dependentes do esforço físico humano amplia os riscos à saúde dos trabalhadores e impacta diretamente a produtividade. “A crescente incidência de afastamentos relacionados a dores musculoesqueléticas evidencia a premência de repensar práticas operacionais que ainda dependem intensamente do trabalho manual. A modernização da logística, por meio de tecnologias de movimentação de cargas, não unicamente reduz os riscos ergonômicos, porquê também otimiza a ocupação de espaço e os tempos de operação em armazéns e no carregamento de caminhões”, afirma Afonso Moreira, CEO da AHM Solution, empresa especializada em gestão da produtividade em operações logísticas.

Segundo Moreira, operações baseadas no carregamento manual podem apresentar produtividade até 50% menor quando comparadas a sistemas mecanizados ou automatizados. Outrossim, há maior verosimilhança de afastamentos por lesões musculoesqueléticas e aumento de custos indiretos, porquê substituição temporária de mão de obra, queda de desempenho e passivos trabalhistas. Estudos internos da AHM Solution indicam que cada isolamento por doença ocupacional pode gerar custos totais entre R$ 15 milénio e R$ 50 milénio por colaborador, considerando salários, tratamentos médicos e possíveis indenizações.
Diante desse cenário, empresas têm adotado soluções específicas para reduzir o risco ergonômico nas operações. Entre as principais tecnologias estão o Push Pull, equipamento acoplado à empilhadeira que permite repuxar ou retrair a trouxa diretamente para os garfos, eliminando ajustes manuais dentro do caminhão, e os RollerForks, garfos com rolamentos que facilitam o deslizamento de cargas unitizadas, porquê paletes e chapas, com maior precisão e menor esforço humano.
Outro recurso em expansão são os exoesqueletos, dispositivos vestíveis que auxiliam a pilastra lombar e os membros superiores durante atividades que ainda exigem esforço manual. Segundo dados apresentados pela empresa, esses equipamentos podem reduzir em até 40% a trouxa sobre a pilastra em levantamentos repetitivos. “A tecnologia aplicada à movimentação de cargas permite que a empilhadeira execute tarefas que antes exigiam esforço humano contínuo. Quando combinadas com exoesqueletos, essas soluções criam um envolvente de trabalho mais seguro e produtivo. Isso não elimina postos de trabalho, mas possibilita redirecionar colaboradores para funções menos desgastantes e de maior valor operacional”, explica Moreira.
Para a AHM Solution, a adoção de tecnologias ergonômicas na logística passou a integrar estratégias mais amplas de gestão de saúde, segurança e perenidade operacional. “Investir em soluções que reduzem o esforço físico e os movimentos repetitivos – seja através de automação completa ou pedestal ergonômico – é uma decisão técnica, econômica e socialmente responsável”, finaliza o CEO da empresa.
