A primeira operação de transbordo de petróleo da ExxonMobil no Brasil foi realizada pela Vast Infraestrutura no Terminal de Petróleo (T-Oil), localizado no Porto do Açu, no final de março último, e envolveu um volume de um milhão de barris provenientes do Campo de Bacalhau, com direcção ao mercado internacional.
A operação integra a logística de escoamento da produção do campo, situado na Bacia de Santos, e contou com a atuação de dois navios-tanque da classe Suezmax: o petroleiro Primeway e o aliviador Windsor Knutsen. O transbordo marca um momento relevante para a atuação da ExxonMobil no país, sendo a primeira operação desse tipo em seguida mais de um século de presença no Brasil.
Capacidade operacional
De consonância com Victor Snabaitis Bomfim, CEO da Vast, a operação reforça a capacidade do terminal em atender projetos de grande porte do pré-sal. “Essa movimentação demonstra a capacidade do T-Oil de atender projetos de grande porte do pré-sal com segurança, eficiência e confiabilidade”, afirma.
O Campo de Bacalhau representa também a primeira produção da ExxonMobil no Brasil. O projeto é operado pela Equinor, com participação de 40%, em parceria com a ExxonMobil Brasil (40%) e a Petrogal Brasil (20%), sob regime de partilha de produção, com gestão da PPSA.
A Vast Infraestrutura, responsável pela operação, atua na logística e movimentação de petróleo no Porto do Açu e atende atualmente uma carteira de 13 clientes, incluindo operações do Terminal de Líquidos do Açu (TLA). A ExxonMobil passa a integrar essa base uma vez que cliente recente.
O T-Oil se destaca por ser o único terminal privado do país autorizado a operar navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), além de possuir licença para movimentar até 1,2 milhão de barris por dia. Essa capacidade amplia a competitividade da infraestrutura brasileira no escoamento de petróleo para exportação.
Em 2025, o terminal movimentou 30,6 milhões de toneladas de petróleo destinadas ao mercado extrínseco. Com esse volume, a operação respondeu por 48% do petróleo bruto embarcado via terminais no país para exportação, consolidando a relevância do Porto do Açu no cenário logístico e energético vernáculo.
Ou por outra, a operação evidencia o papel estratégico da integração entre infraestrutura portuária e produção offshore, mormente no contexto do pré-sal, que demanda soluções logísticas de subida capacidade e eficiência.
