A Verdera, unidade de gestão e destinação sustentável de resíduos da Votorantim Cimentos, em parceria com a CBL Negócio e Reciclagem de Borrachas, inaugurou em 3 de setembro uma vegetal de trituração de pneus inservíveis em Cuiabá (MT). A unidade tem capacidade para processar até 1,5 milénio toneladas por mês, transformando pneus que não podem mais ser utilizados em combustível recíproco para a indústria cimenteira. A iniciativa fortalece a logística reversa, a economia circunvalar e a sustentabilidade na região Núcleo-Oeste.
Impacto ambiental e solução sustentável
A destinação correta dos pneus é fundamental, já que eles podem levar até 600 anos para se desagregar e ainda servir porquê criadouro de vetores de doenças porquê dengue, zika e chikungunya. Na novidade vegetal, os pneus de carros, motos, caminhões e ônibus recolhidos em ecopontos de Cuiabá passam por trituração e são transformados em chips de borracha. Esses chips são enviados para a fábrica da Votorantim Cimentos em Cuiabá, onde substituem o coque de petróleo, contribuindo para a redução das emissões de CO2.
O processo, espargido porquê coprocessamento, foi introduzido de forma pioneira pela Votorantim Cimentos no Brasil em 1991. Desde 2019, a Verdera atua na cárcere de soluções ambientais, ampliando o valor dos resíduos por meio dessa tecnologia, que já é adotada mundialmente porquê prática adequada e ambientalmente correta para eliminação de diferentes tipos de resíduos.
Estrutura e inovação na produção de chips
A escolha por Cuiabá foi estratégica, unindo a proximidade da destinação final a uma região de subida geração de pneus inservíveis. Segundo a Secretaria Vernáculo de Trânsito (Senatran), em 2024 a frota de veículos em Mato Grosso chegou a aproximadamente 2,8 milhões. “A tecnologia de coprocessamento se consolida porquê uma aliada estratégica da indústria e das revendas de pneus ao viabilizar soluções em graduação para a destinação ambientalmente correta dos inservíveis”, afirmou Eduardo Porciuncula, gerente-geral da Verdera.
Com 1,2 milénio metros quadrados, a vegetal será a primeira no Brasil dedicada exclusivamente à produção do chip de 45 mm, menor que o convencional de 70 mm. O novo formato reduz a presença de aço, aumenta o poder calorífico e permite maior substituição do coque de petróleo, além de reduzir ainda mais as emissões de carbono. “Ao destinar uma risca exclusiva para o chip 45, mostramos que a borracha descartada pode voltar à indústria não porquê passivo, mas porquê insumo premium, rastreável e desempenado às metas climáticas”, disse Renata Murad, diretora de gestão e negócios da CBL.
Alinhamento às normas ambientais e geração de empregos
A operação está em conformidade com a Política Vernáculo de Resíduos Sólidos e com as regulamentações sobre logística reversa de pneus, porquê a Solução Conama nº 416/2009 e a Normativa Ibama nº 1/2010. Essas normas determinam que cada pneu novo vendido deve ter porquê contrapartida a destinação correta de um pneu inservível. Considerando o desgaste médio de 30%, a meta corresponde a 0,7 tonelada de pneus descartados para cada tonelada comercializada.
O projeto foi viabilizado em padrão de coinvestimento: a Verdera forneceu o terreno e a infraestrutura do galpão, enquanto a CBL assumiu a compra e instalação dos equipamentos, além da coleta e operação. A iniciativa integra o projecto de investimentos de R$ 330 milhões anunciado pela Votorantim Cimentos no estado. Durante a construção, foram gerados mais de 60 empregos diretos e indiretos, e a operação contará com 12 postos permanentes.
Na cerimônia de inauguração, estiveram presentes Caio Marchi, diretor industrial da CBL; Eduardo Porciúncula, gerente-geral da Verdera; Marco Aurélio Ferreira, diretor de Operações Núcleo-Oeste da Votorantim Cimentos; e Lucas Di Mário Alves, diretor de Adjacências da Votorantim Cimentos.
