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DER-SP e Poli-USP inauguram polo de pesquisas voltado a descarbonizar estradas paulistas

O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), vinculado à Secretaria de Meio Envolvente, Infraestrutura e Logística (Semil), e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) inauguram, nesta terça-feira (2/11), o Núcleo de Ciência para o Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação em Infraestrutura Rodoviária. A iniciativa marca um progresso relevante na agenda estadual de descarbonização, ao estruturar um polo de pesquisas devotado à emprego de novos materiais e soluções voltadas à reciclagem de pavimentos.

Financiado pela Instauração de Arrimo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o núcleo contará com investimento de R$ 7,7 milhões. Os recursos serão aplicados ao desenvolvimento de estudos sobre materiais sustentáveis e tecnologias voltadas à redução de emissões, principalmente na reciclagem de pavimentos utilizados na malha viária de 12 milénio quilômetros administrada diretamente pelo DER-SP. Assim, o projeto procura fortalecer práticas que contribuam para estradas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

DER-SP e Poli-USP inauguram polo de pesquisas voltado a descarbonizar estradas paulistas

Pesquisa aplicada e qualificação acadêmica

Proposto pelo presidente do DER-SP, Sergio Codelo, o novo Núcleo de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) reunirá 26 pesquisadores, entre graduandos e pós-graduandos de engenharia. O objetivo é ampliar, ao longo de cinco anos, o uso de soluções sustentáveis no processo de pavimentação. Ao todo, o programa contará com 42 bolsistas: 8 doutorandos, 10 mestrandos, 19 bolsistas de iniciação científica e 5 de treinamento técnico, o que assegura maior perpetuidade às pesquisas e experimentações.

Pronunciação científica e institucional

Sob coordenação da professora Kamilla Vasconcelos Savasini, da Poli-USP, o CCD Sustentabilidade e Inovação em Infraestrutura Rodoviária será constituído por especialistas da Poli-USP, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) e da Faculdade de Tecnologia da Unicamp. Aliás, contará com a colaboração direta de órgãos ligados à infraestrutura, porquê DNIT, Artesp e ANTT, além de empresas do setor privado, reforçando uma pronunciação interdisciplinar fundamental para a emprego prática dos estudos.

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