A DHL reuniu em São Paulo, SP, os responsáveis pelas três divisões da companhia na região para discutir estratégias e perspectivas para o mercado brasiliano. O encontro contou com a participação de Andrew Williams, CEO da DHL Express Américas, Agustín Croche, CEO da DHL Supply Chain América Latina, e Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding Latam, com moderação de Fabrízio Sardelli Panzini, Amcham Director of Government Affairs. Durante o debate, os executivos abordaram o papel do Brasil na logística global, os investimentos no país e os desafios trazidos pelas transformações nas cadeias internacionais de suprimentos.
De convenção com Williams, o Brasil é considerado um mercado estratégico de longo prazo para a companhia. O executivo destacou que o país reúne características relevantes para a operação logística internacional, uma vez que flutuação de modais e um mercado doméstico robusto. Aliás, apontou setores com potente potencial de desenvolvimento. “O Brasil não exclusivamente participa do negócio global; ele ajuda a moldá-lo. O que torna o país principalmente estratégico é a força e a sede do setor de MPMEs, que impulsiona novidade demanda por internacionalização, expertise aduaneira e logística com previsibilidade”, afirmou.

Segundo o executivo, o país também apresenta oportunidades em áreas uma vez que saúde, data centers e biocombustíveis. Nesse contexto, a DHL Express observa aumento da demanda de micro, pequenas e médias empresas brasileiras interessadas em acessar mercados internacionais. A empresa também mantém estrutura própria de armazenagem alfandegada no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), com operação 24 horas e capacidade de manusear até 3 milénio peças por hora.
A estratégia de expansão inclui ainda investimentos na conectividade aérea doméstica e na rede física da companhia. A DHL Express prevê utilizar R$ 118 milhões nos próximos anos, ampliando gateways logísticos e abrindo tapume de 75 novas lojas até 2030.
DHL Brasil amplia investimentos em Supply Chain e infraestrutura logística
No campo da Supply Chain, Croche destacou que o Brasil ocupa posição medial no projecto de desenvolvimento regional da empresa. A DHL Supply Chain anunciou um programa de €500 milhões em investimentos na América Latina entre 2023 e 2028, sendo tapume de um terço talhado ao Brasil.
“O Brasil combina graduação, demanda e conectividade regional uma vez que poucos mercados. A DHL Supply Chain está ampliando sua infraestrutura, automação e capacidades específicas por setor para ajudar clientes a vencer em um mundo mais multíplice”, disse Croche.
Entre os setores prioritários estão saúde, e-commerce, tecnologia, automotivo e bens de consumo. No caso da saúde, a empresa investe em logística com controle de temperatura, câmaras frias e capacitação de profissionais, principalmente para operações relacionadas a vacinas e medicamentos.
Croche também destacou o desenvolvimento vertiginoso do negócio eletrônico no país. Para atender esse mercado, está a expansão das operações em Extrema (MG), onde a companhia dispõe de aproximadamente 140 milénio m² de superfície de armazenagem.
O executivo ressaltou ainda que a empresa opera tapume de 9 milhões de metros quadrados de estrutura logística no país, distribuídos por diferentes regiões. Aliás, foram destinados R$ 100 milhões para renovação de frota, além de investimentos em automação e robótica colaborativa.
No debate, Croche também comentou a relevância da logística de saúde. Segundo ele, durante campanhas de vacinação, as três divisões da DHL atuam de forma integrada para prometer distribuição com controle de temperatura e conformidade regulatória.
Já Meade destacou que o Brasil é peça-chave na estratégia global da DHL Global Forwarding, principalmente diante das mudanças nas rotas comerciais internacionais. De convenção com o executivo, o país tem potencial para atuar uma vez que hub regional de redistribuição, conectando cargas da Ásia e da Europa a outros mercados da América Latina.
Nesse protótipo logístico, os aeroportos de Guarulhos e Viracopos exercem funções complementares. Enquanto Guarulhos concentra voos de passageiros com trouxa associada, Viracopos recebe maior volume de cargas e operações de maior dimensão. Essa combinação permite maior eficiência logística e integração multimodal.
A companhia também opera mais de 600 voos internacionais por mês a partir do Brasil, conectando o país a diferentes mercados globais. Segundo Meade, a empresa investe em digitalização e visibilidade operacional para reduzir tempos de envio e aumentar a eficiência das operações logísticas.
O executivo também destacou a expansão de setores uma vez que data centers, vontade, manufatura avançada e automotivo, além do desenvolvimento do negócio eletrônico global até 2030. Segundo ele, esses segmentos demandam soluções logísticas cada vez mais especializadas e integradas.
Durante o encontro, os executivos enfatizaram ainda a valimento da atuação conjunta das três divisões da companhia. “A união das três unidades nunca foi tão importante, permite complementar uma à outra, num mundo tão conectado”, afirmou Williams.
Meade acrescentou que as divisões mantêm operações independentes, mas se fortalecem quando atuam de forma integrada no atendimento aos clientes globais. Já Croche destacou que a combinação das três áreas permite oferecer soluções logísticas completas ao mercado.
Outro tema abordado foi o impacto das tensões geopolíticas no Oriente Médio, incluindo o cenário envolvendo o Irã, que tem afetado rotas logísticas e movimentações de trouxa em algumas regiões. Segundo Meade, a DHL tem bem clientes cujas operações foram impactadas por restrições e instabilidade em portos e rotas da região, oferecendo alternativas logísticas e diferentes modais para manter o fluxo das cadeias de suprimentos. Williams acrescentou que a companhia conta com uma ampla rede global, com presença em mais de 300 aeroportos ao volta do mundo, o que permite reorganizar operações e utilizar estruturas próximas às áreas afetadas para prometer a ininterrupção das entregas.
Também fora incluídos nas discussões temas uma vez que a volatilidade do negócio internacional e a reorganização das cadeias globais de suprimentos. Segundo os executivos, diante desse cenário, empresas buscam variar fornecedores, modais e rotas, o que amplia a valimento de operadores logísticos com presença global e capacidade multimodal.
