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Inclusão feminina no transporte rodoviário é tema defendido por executiva da Zorzin Logística

A inclusão feminina no transporte rodoviário de cargas tem ganhado força nos últimos anos, impulsionando transformações culturais e organizacionais em um setor historicamente masculino. Para Gislaine Zorzin, diretora administrativa da Zorzin Logística, o progressão depende de ações concretas que ultrapassem o exposição e promovam a isenção de gênero nas lideranças e nas decisões estratégicas das empresas.

Com mais de 30 anos de experiência no setor, a executiva reforça a relevância de movimentos que estimulam a representatividade feminina, porquê o Vez&Voz, do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo (SETCESP), e o A Voz Delas, da Mercedes-Benz. “A inclusão precisa ir além do exposição. Deve estar presente nas decisões estratégicas, nas lideranças, nos programas de desenvolvimento e nas oportunidades de desenvolvimento”, afirmou. Segundo ela, esses movimentos são essenciais para inspirar e encorajar mais mulheres a construírem curso no transporte de cargas.

Gislaine Zorzin defende inclusão feminina no transporte rodoviário de cargas

A executiva também destaca o impacto positivo da presença feminina na gestão e nas relações profissionais. “É nítido que há uma sensibilidade maior da mulher para mourejar com a notícia em certos momentos. Percebo uma visão mais humana e empática, e o resultado é muito positivo na gestão dos colaboradores, no envolvente da empresa e nas atividades do dia a dia”, observa. Para Gislaine, essa abordagem contribui para uma liderança mais colaborativa e humanizada, capaz de compreender o efeito das decisões sobre as pessoas e não exclusivamente sobre os processos.

Embora o número de mulheres ainda seja reduzido em funções operacionais, dados do Índice de Justiça no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) 2023-2024, realizado pelo Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), mostram avanços: exclusivamente 3% das mulheres atuam em áreas operacionais, mas há desenvolvimento significativo na ocupação de cargos de liderança e gestão. Esse movimento indica que conhecimento técnica, visão estratégica e sensibilidade têm se mostrado aliadas poderosas no desenvolvimento de empresas mais inclusivas e inovadoras.

Gislaine, que cresceu acompanhando as operações da transportadora fundada por sua família, afirma que essa vivência despertou sua motivação para atuar em prol da isenção. “Cresci dentro da transportadora, entre os caminhões, acompanhando de perto cada lanço da operação. Essa vivência me motivou a participar de movimentos porquê o Vez&Voz, que buscam mais espaço, visibilidade e reconhecimento para as mulheres. Juntos, alcançaremos o lugar e o destaque que merecemos”, conclui.

O tema foi discutido na última terça-feira, durante o “Seminário Ensino para Logística – Descarbonização 2025”, promovido pelo Frota News no Hotel Pullman Ibirapuera, em São Paulo. O evento reuniu especialistas e executivos do setor, e contou com o quadro “Inclusão da Mulher na Logística: Formando um Setor Mais Justo e Inovador”, que teve a participação de Gislaine Zorzin, Sula Miranda, Paula Vidoti Perlatti e Renata Porto de Oliveira Martin.

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