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Inteligência aduaneira ganha papel estratégico diante de tensões geopolíticas e riscos no comércio internacional

A lucidez aduaneira deixou de ser uma atividade restrita ao controle de fronteiras e passou a ocupar posição estratégica na gestão de risco do transacção internacional, sobretudo em um cenário global marcado por instabilidade política, tensões geopolíticas e cadeias produtivas cada vez mais complexas. Nesse contexto, dados, tecnologia e cooperação entre países vêm se consolidando uma vez que fatores que podem influenciar diretamente a competitividade de governos e empresas.

Com a crescente digitalização do transacção global, administrações aduaneiras passaram a incorporar ferramentas tecnológicas avançadas, uma vez que lucidez sintético, big data e machine learning, capazes de cruzar informações fiscais, logísticas e comerciais quase em tempo real. Dessa forma, torna-se provável identificar padrões de risco, inconsistências documentais e potenciais fraudes ainda antes da liberação das mercadorias, o que contribui para reduzir atrasos e aumentar a eficiência das operações.

A dimensão dessa transformação pode ser observada nos números da U.S. Customs and Border Protection, mando aduaneira dos Estados Unidos. Nos primeiros meses do ano fiscal de 2025, o órgão processou mais de 43 milhões de declarações de importação, movimentando aproximadamente US$ 3,3 trilhões em mercadorias e arrecadando muro de US$ 196 bilhões em tributos. Em um envolvente operacional dessa magnitude, o uso de ferramentas analíticas tornou-se uma premência fundamental para a gestão eficiente dos fluxos comerciais.

Matheus Antonio Rodrigues: “A tecnologia cruza os dados globais, mas é a lucidez humana que desenha o planejamento tributário e transforma a burocracia em uma ação tática inalcançável para a concorrência”

Impactos geopolíticos e rotas logísticas globais

Além da evolução tecnológica, a lucidez aduaneira ganhou relevância suplementar diante do atual cenário geopolítico. A guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, evidenciou a vulnerabilidade de importantes rotas comerciais. A chamada crise do Estreito de Hormuz, desencadeada por ataques militares, provocou uma queda expressiva no tráfico de navios por uma das principais rotas marítimas do mundo, responsável por muro de 20% do transporte global de petróleo e gás proveniente liquefeito.

Segundo dados recentes, o tráfico de petroleiros caiu muro de 70%, enquanto mais de 150 navios deixaram de passar o estreito em resposta às hostilidades e à proibição de passagem determinada pelas forças iranianas. Uma vez que consequência, não unicamente os preços do petróleo registraram subida significativa, mas também os custos logísticos passaram a suportar pressão, afetando cadeias de aprovisionamento que dependem de rotas estáveis.

Em diversas regiões, exportadores já relatam aumento de prazos de entrega, elevação nos custos de seguro e frete, além da premência de revisão de rotas por segmento de companhias marítimas. Esse cenário cria um efeito em calabouço que impacta diferentes segmentos da calabouço global de suprimentos, ampliando riscos e incertezas no transacção internacional.

Para o estrategista de negócios Matheus Antonio Rodrigues, perito em transacção internacional de subida dificuldade, os efeitos dessas tensões se refletem diretamente na logística física de diversos setores. “Quando rotas asiáticas são desviadas por essas tensões, o tempo de trânsito explode. Em setores de altíssimo volume, onde operamos com navios inteiros, esse tardada gera um engavetamento nos portos brasileiros. O resultado súbito são recintos congestionados, aumento das parametrizações em ‘Conduto Vermelho’ e custos de demurrage (sobreestadia) que podem inviabilizar milhões em mercadorias. A lucidez aduaneira entra exatamente para antecipar esse caos, permitindo renegociar documentos e fluxos ainda com a fardo em trânsito internacional”, explica.

Além dos impactos econômicos, a lucidez aduaneira também passou a integrar estratégias de segurança internacional. Operações coordenadas entre administrações alfandegárias e organismos multilaterais, uma vez que a Interpol, têm ampliado o combate a crimes transnacionais, incluindo tráfico de armas, drogas e resíduos perigosos, além de outras atividades ilícitas ligadas ao transacção global.

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas apontam desafios persistentes para a consolidação desse protótipo. Entre eles estão a fragmentação dos sistemas de informação, a premência de maior integração entre órgãos reguladores e a carência de profissionais especializados capazes de interpretar dados complexos e transformá-los em decisões estratégicas.

Nesse sentido, Rodrigues destaca que a tecnologia precisa estar associada à capacidade analítica humana para gerar resultados efetivos. “Investir unicamente em sistemas não resolve o gargalo físico. O diferencial de subida performance está na capacidade de manobrar cargas extremas. O uso estratégico da Enunciação de Trânsito Aduaneiro (DTA), por exemplo, nos permite retirar rapidamente milhares de toneladas da zona primária e transferi-las para recintos alfandegados estratégicos (Portos Secos). A tecnologia cruza os dados globais, mas é a lucidez humana que desenha o planejamento tributário e transforma a burocracia em uma ação tática inalcançável para a concorrência”, afirma.

Em um envolvente em que políticas comerciais podem mudar rapidamente e eventos geopolíticos afetam diretamente rotas logísticas e custos operacionais, a lucidez aduaneira tende a se solidar uma vez que um elemento importante para prometer competitividade, previsibilidade e resiliência no transacção internacional. Nesse cenário, transformar dados em decisões estratégicas tornou-se um dos principais desafios para empresas e governos que atuam na dinâmica do transacção global.

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