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Liberação de medicamentos OTC em supermercados pode colocar em disputa 34% das vendas das farmácias

A verosímil liberação da venda de medicamentos OTC (isentos de récipe) em supermercados pode furar uma novidade frente de concorrência no varejo farmacêutico. Levantamento da Worldpanel by Numerator mostra que 34% das compras realizadas em farmácias são compostas exclusivamente por essa categoria — transações que, em tese, poderiam transmigrar para outros canais caso a medida avance.

Em jogo está um mercado com presença expressiva no país. Segundo os dados, os medicamentos OTC já alcançam murado de 70% dos lares brasileiros, o equivalente a aproximadamente 42 milhões de domicílios. Somente no último ano, a categoria incorporou 334 milénio novos lares consumidores, ampliando ainda mais sua relevância dentro da cesta de saúde.

Caso o projeto avance, os supermercados passam a disputar principalmente as missões de compra mais simples e rápidas. São situações em que o consumidor entra na farmácia somente para comprar um analgésico, uma vitamina ou um antigripal, sem incluir outros produtos na cesta.

Propagação puxado por consumidores menos intensos

De tratado com o levantamento, o incremento recente da categoria foi impulsionado principalmente pelos chamados light buyers, ou seja, lares com menor intensidade de compra. Esse grupo adicionou 954 milénio novos domicílios à base, o que representa um aumento de dois pontos percentuais.

Assim, o progressão da categoria ocorre principalmente pela ampliação da penetração nos lares, e não pela maior frequência de compra, que permanece fixo em murado de quatro aquisições anuais por lar.

Esse perfil de consumidor é considerado estratégico. Trata-se de um público menos leal ao conduto de compra e mais sensível à conveniência, o que aumenta a possibilidade de incluir o medicamento na rotina de compras em supermercados.

Enquanto isso, as ocasiões de compra cresceram 2,1% e o volume médio por ocasião avançou 5,6%, alcançando aproximadamente 45 doses por compra. O oferecido indica que, quando vai à farmácia, o consumidor tende a abastecer mais.

Fluxo de clientes também está em jogo

Embora uma parcela relevante das compras seja composta somente por medicamentos OTC, as farmácias ainda capturam valor suplementar por meio da venda cruzada de outras categorias. O levantamento aponta que o consumidor que compra itens de Higiene & Venustidade, por exemplo, gasta em média o duplo em verificação ao shopper que adquire exclusivamente medicamentos isentos de récipe.

Nesse cenário, o risco para o conduto farmacêutico não está somente na eventual transmigração de unidades vendidas, mas também na perda de fluxo de clientes. Cada missão de compra exclusivamente de OTC que deixa de ocorrer na farmácia reduz a possibilidade de vendas adicionais em outras categorias.

Ao mesmo tempo, o envolvente do dedo passa a desempenhar um papel relevante na retenção desses consumidores. Atualmente, 62% das compras online de medicamentos OTC são realizadas por meio do WhatsApp, consolidando o chamado social commerce uma vez que um importante conduto de relacionamento e conveniência para as redes farmacêuticas.

Saúde mental amplia demanda por medicamentos

O contexto de saúde no Brasil também contribui para ampliar a relevância da categoria. O país registrou um aumento de 68% nas licenças médicas relacionadas a sofreguidão e depressão em verificação com 2023, o maior incremento da última dez.

Esse cenário ajuda a explicar a potente presença dos medicamentos OTC nos lares brasileiros. Os analgésicos lideram a penetração, presentes em 61% das residências, seguidos pelos antigripais (29%), vitaminas (28%) e medicamentos gastrointestinais (14%).

Entre as subcategorias que mais atraíram novos compradores no último ano estão justamente Vitaminas e Gastrointestinais, ambas com incremento de dois pontos percentuais, indicando uma mudança gradual para um perfil de consumo mais preventivo.

Novidade feição competitiva

Para especialistas da Worldpanel by Numerator, a eventual ingresso dos supermercados nesse mercado pode redefinir o papel de cada conduto de venda.

“A liberação amplia a conveniência e pode tomar as missões mais simples, principalmente aquelas exclusivamente de OTC. O ponto medial é a disputa pelo shopper menos intenso, que vem sustentando o incremento da categoria”, avalia Cynthia Guimarães, Gerente de Contas da Worldpanel by Numerator.

Em um mercado presente em 42 milhões de lares, a discussão ultrapassa a venda de medicamentos sem récipe. O debate envolve também quem irá concentrar as missões de compra rápida — e, consequentemente, o fluxo de consumidores e a dinâmica competitiva do varejo farmacêutico nos próximos anos.

Sobre a Worldpanel by Numerator

A Worldpanel by Numerator analisa o comportamento de compra dos consumidores para estribar decisões estratégicas de marcas e varejistas. A empresa reúne dados de consumo que representam quase 6 bilhões de consumidores em mais de 50 mercados, oferecendo uma visão multidimensional sobre uma vez que as pessoas pensam, compram e consomem. Globalmente, a organização conta com murado de 3.300 funcionários.

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