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TECADI automatiza 500 inventários por mês com drones e chega a 99,9% de precisão de estoque 

O TECADI passou a utilizar drones integrados ao próprio sistema de gestão para automatizar processos de inventário em centros de distribuição. A empresa afirma ser a primeira operadora logística brasileira a desenvolver internamente um sistema de gerenciamento de inventário cíclico automatizado com drones e uso de perceptibilidade sintético integrado ao seu WMS proprietário.

A tecnologia já está em operação contínua nas unidades do grupo que utilizam a modalidade. Segundo a companhia, o sistema foi desenvolvido integralmente dentro da própria operação, desde a programação dos voos até a leitura e consolidação das informações no sistema de gestão de armazenagem.

Atualmente, o mercado brasílio de inventário automatizado com drones ainda opera, em grande segmento, por meio de empresas terceirizadas, responsáveis pelos equipamentos, equipes e processamento dos dados. No caso do TECADI, o desenvolvimento interno permitiu integrar diretamente os drones ao WMS da companhia, eliminando a urgência de reconciliação manual das informações.

Os drones percorrem os corredores dos centros de distribuição realizando a leitura de etiquetas e posições de estoque sem interromper o fluxo operacional. De combinação com Rafael Dagnoni, CCO do TECADI, os dados são enviados em tempo real ao sistema de gestão, permitindo inventários cíclicos mais frequentes e com maior precisão.

Cada ciclo de voo tem duração aproximada de 30 minutos e consegue resguardar até 400 posições-palete. Segundo o operador logístico, o sistema alcança taxa de precisão de 99,9% e reduz em tapume de 80% as movimentações de máquinas necessárias durante o processo de inventário.

Ou por outra, divergências de estoque passam a ser identificadas imediatamente posteriormente cada voo, sem urgência de mediação humana para consolidação dos dados.

Automação logística integrada ao WMS

Segundo Dagnoni, a decisão de desenvolver a tecnologia internamente surgiu da urgência de reduzir limitações operacionais dos inventários manuais.

“O inventário manual sempre foi um gargalo. Não por falta de cultura das equipes, mas pela natureza do processo: é lento, custoso e sujeito a erro humano em qualquer graduação. Quando decidimos resolver isso, a pergunta que ficou na mesa foi por que dependeria de alguém de fora para fazer um tanto que acontece dentro da nossa operação todos os dias”, afirma.

A integração direta entre drones e WMS é apontada pela empresa uma vez que um dos principais diferenciais do projeto. Em modelos terceirizados, normalmente os operadores recebem relatórios posteriormente o fecho do inventário e precisam fazer a integração ulterior das informações ao sistema de gestão.

Hoje, o grupo mantém drones distribuídos em unidades de Santa Catarina e realiza mais de 500 inventários cíclicos mensais automatizados, além de mais de 50 inventários gerais anuais no padrão wall-to-wall.

O executivo de Tecnologia da Informação responsável pelo desenvolvimento do sistema, Luiz Carlos Poleza Júnior, afirma que o projeto foi criado para emprego operacional contínua. “O que construímos não é um projeto-piloto para mostrar em eventos de inovação. É uma solução que roda todos os dias, na operação real, com impacto direto na acurácia do estoque e na capacidade de resposta ao cliente. Isso muda o nível da conversa”, conclui.

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